Publicado em 6.05.2008 na categoria Empreendedorismo

Quem lê um mínimo que seja sobre empreendedorismo já deve ter cansado de ouvir a palavra inovação. Todos os gurus, todas as teorias rasas, todas as reportagens falam que uma empresa deve inovar ou morrer. O que quero levantar aqui é o questionamento de que será que tanta apologia à inovação faz realmente sentido?
Em outras palavras, será que, em alguns casos, utilizar uma fórmula conhecida da maneira correta não seria mais eficiente, mais eficaz e mais produtivo do que inovar a forma de fazer algo? Inovar somente por inovar é realmente uma atitude inteligente?
Acredito que essa busca constante pela inovação em todo e qualquer lugar é mais um daqueles casos em que o meio é tão exaurido por uma idéia repetida tantas vezes que as pessoas param de se perguntar sobre o valor daquela idéia. E aí tentam executá-la somente para estar na onda, sem pensar que talvez uma maneira tradicional fosse mais adequada ao caso.
Sei do valor da inovação e da necessidade da mesma na sobrevida das empresas, mas inovar por inovar parece-me estar bastante distante do caminho do sucesso de um empreendimento.
Publicado em 19.02.2008 na categoria Produtividade

Se eu disser a você que em um período de mais de um ano e meio houve apenas quatro reuniões na Wenetus, você acreditaria? E, se acreditasse, acharia que isso não atrapalhou em nada o desenvolvimento da empresa?
Pois, desde que surgiu entre eu e meu sócio a idéia de formular a empresa, houve somente esses quatro encontros que podemos caracterizar como reuniões. Não propositadamente, definimos que era mais produtivo fazer as tarefas do que ficarmos nos reunindo para debatê-las.
Apesar disso, há clientes com quem me reúno várias e várias vezes durante um projeto, mesmo que em curto espaço de tempo. E, pelo menos no que se refere ao projeto em si (não estou falando aqui do relacionamento com o cliente), diria que 80% dessas reuniões poderiam ter sido eliminadas sem prejuízo para o produto final.
Reunião somente quando indispensável
Sempre que penso em fazer uma reunião, pergunto se o encontro é algo realmente indispensável, se é algo que valha a pena tirar os membros da equipe de suas atividades para conversar sobre algum assunto.
Na maior parte das vezes, a resposta é não, então substituo a reunião por um telefonema, um e-mail, ou uma rápida conversa com uma das pessoas diretamente envolvidas no assunto.
Com os clientes não é possível chegar a tanto, mas se eles soubessem que quando nos tiram do fluxo de trabalho para nos levar a uma reunião (que geralmente acaba por desperdiçar um turno inteiro de trabalho) estão na verdade adiando o projeto em lugar de colocá-lo para frente.
Só para ratificar minha opinião: reuniões devem ser feitas quando estritamente necessárias e não apenas pelo hábito de fazê-las. Se o assunto pode ser resolvido de maneira mais eficiente, como com um telefone, isso pode poupar o tempo de muita gente.