Conhecendo o ZTD, um derivado do Getting Things Done

Publicado em 5.03.2008 na categoria GTD

Zen

No começo de fevereiro, conheci um e-book chamado Zen To Done, de autoria de Leo Babauta, mantenedor do blog Zen Habits. O ZTD é uma metodologia derivada do famoso Getting Things Done de David Allen, porém com pequenas diferenças que podem deixar o dia-a-dia ainda mais simples.

Como a palavra Zen tem me interessado muito ultimamente (em breve alguns posts sobre isso) li o e-book inteiro e deixo aqui as minhas observações sobre o tema.

O ZTD altera basicamente cinco coisas em relação à metodologia original:

  1. Um hábito de cada vez: Quem já leu A Arte de Fazer Acontecer sabe que para implementarmos o GTD precisamos mudar uma série de hábitos. O ZTD estrutura melhor isso, dividindo a implementação em dez hábitos que podem ser adotados isolodamente, um de cada vez.
  2. Foco em “fazer”: Babauta brinca que em vez de Getting Things Done, o nome da metodologia deveria ser Getting Things in Our Trusted System, já que David Allen parece no livro mais preocupado em coletar e organizar as tarefas do que em realmente fazê-las. No ZTD o foco está mais em fazer.
  3. Estruturação: Esse é um ponto que eu vejo muitas pessoas reclamarem do GTD. Você geralmente tem uma lista grande de “Próximas Ações” mas acaba perdendo muito tempo definindo qual delas você irá executar. O ZTD propõe a definição de MITs (Most Important Tasks) diárias. Ou seja, você seleciona (de preferência no dia anterior) quais as tarefas que você quer executar a seguir e depois foca só nelas, deixando a lista grande de Próximas Ações de lado.
  4. Simplificação: O GTD foi criado para ser um sistema completo, abrangente. Com isso, ele também acaba sendo um pouco complicado. No ZTD simplificação é a palavra de ordem.
  5. Foco nas metas: O GTD foca muito nas próximas ações, mas as metas de longo prazo não são tão visadas. No Zen To Done, as metas têm lugar de destaque e a maioria das tarefas devem a elas ser relacionadas.

Meus dois centavos

Para mim parece bastante óbvio que cada pessoa aplica o GTD de acordo com a sua realidade, incluindo aí o próprio David Allen. Escrever a sua maneira de aplicar o GTD, com as adaptações realizadas, e publicar em formato de e-book pode ajudar outras pessoas a encontrarem sua forma ideal de produtividade.

Eu extraí boas idéias do e-book ZTD e apliquei no meu dia-a-dia, principalmente no que se refere a simplificação. Mas não digo que eu implemento o GTD puro, nem o ZTD puro. Provavelmente a maneira como eu implemento serve somente para mim, mas nem por isso deixa de ser eficiente.

Acho que vou lançar um WTD :)

Comentários

#5

  1. Imagem do autor do comentário
    Alexandre Formagio

    WTD hahahahahahah

    Vou ler a respeito do ZTD, mas o ponto de simplicar com o MITs é muito interessante.

    E focar nas metas a longo prazo também é essencial, ainda mais porque nós somos corridos e muitas vezes deixamos as metas de lado ou para em cima da hora.

  2. Imagem do autor do comentário
    Rogério Pereira

    Eu acabei criando uma pasta de urgente no Remember. Dessa forma eu filtro o que pode ser executado no outro dia dependendo do tempo que terei disponível.

    Realmente senti falta da prática em si da metodologia, porque dessa forma, você acaba perdendo um certo tempo organizando aquilo que deveria estar sendo executado.

  3. Imagem do autor do comentário
    Jullyana Lucena

    Nunca ouvi falar nem em GTD, nem ZTD…GTA! porém a forma q vc apresenta a matéria faz de um link aparentemente Chato ser o mais interessante!!!

  4. Imagem do autor do comentário
    Anderson

    Achei louvável ser disponibilizado como e-book “grátis”. Quem sabe se der certo, lançam o livro mesmo?

    Acabei de ler o GTD e percebi que alguns veios ficaram abertos mesmo, hehehe.

  5. Imagem do autor do comentário
    Anderson

    Oops. Li sem ver. O e-book é pago.

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Sobre

Walmar Andrade, 26 anos, jornalista com MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, é diretor executivo da Wenetus Interactive e escreve neste blog sobre:

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