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Como aprender espanhol na prática

Publicado em 4.12.2009 na categoria A Viagem, Barcelona

Tomei a decisão de estudar na Espanha muito em cima da hora, apenas dois meses antes de começar a pós. Sendo assim, não tive muito tempo para estudar espanhol. Tudo o que eu sabia devia a seis meses de um curso básico que fiz no já longínquo ano de 2000.

Como era uma viagem com sérias restrições orçamentárias, também não deu para me matricular em um intensivo para aproveitar esses dois meses antes da viagem. Tive que apelar, então, para a velha tática do tudo (quase) grátis: baixei filmes em espanhol com legendas em espanhol, fiz o download de todos os episódios do podcast SSL4You, enchi o mp3 player e o som do carro com músicas hispânicas e comprei dois livros sobre o assunto.

Cheguei por aqui, então, com o espanhol básico dos básicos e aquele portunhol avançado. Tinha algum receio quanto à comunicação, mas logo vi que seria bobagem. É fácil compreender o que os espanhóis falam (bem, pelo menos a maioria deles) e é facílimo ler em espanhol, mesmo os textos acadêmicos. Falar também não é complicado. Obviamente sai muita coisa errada, mas a comunicação é realizada sem maiores problemas.

O grande problema, para mim, tem sido escrever. Na escrita, o portunhol fica terrível e batem muitas incertezas sobre conjugações, regência, concordância etc. Mesmo frases pequenas dão muito trabalho. Preciso praticar muito, antes que comecem as provas. Do contrário, vou voltar para o Brasil com o boletim cheio de notas vermelhas :)

2010: o ano do fim do Internet Explorer 6?

Publicado em 18.11.2009 na categoria Internet, Mercado

O maior terror dos desenvolvedores web parece, enfim, estar condenado ao limbo. O Orkut não o aceita mais, o YouTube recomenda a troca e até mesmo o Fator W aparece completamente bizarro quando acessado com o famigerado Microsoft Internet Explorer 6.

Lançado em agosto de 2001, o Internet Explorer 6 começou a se tornar uma grande dor de cabeça por volta de 2004, quando os desenvolvedores começaram a seguir com mais propriedade os padrões de desenvolvimento recomendados pelo World Wide Web Consortium. O problema é que o IE6 não segue muito dos padrões, interpreta equivocadamente outros, é repleto de bugs e – para coroar – ainda possui diversas falhas de segurança.

Imaginava-se que o Internet Explorer 7 iria acabar com o 6, mas isso acabou não acontecendo. O principal motivo é que não houve uma atualização automática. Para a maioria dos usuários, internet é aquele ícone azul que está ali e – se nada o avisa para atualizar – está bom do jeito que está. Por isso a importância de avisos de atualização em sites importantes.

Olhando o Google Analytics de vários dos mais de 70 projetos que já lancei com a Wenetus, observo que finalmente os índices de acesso com o Internet Explorer 6 vem caindo consideravelmente. Essa queda acentuada começou agora em 2009 e, se tudo der certo, poderá encerrar o ciclo de vida do navegador mais ou menos daqui a um ano, no final de 2010.

Quase dez anos de vida para um navegador é muito tempo. As mudanças que aconteceram na internet nesse período são revolucionárias. Ter que ficar preso a limitações de um navegador tão mal projetado era um martírio que, parece, finalmente está chegando ao fim.

Review do novo iMac com Snow Leopard, magic mouse e tela por LED

Publicado em 15.11.2009 na categoria Novidades

Há quase uma semana estou trabalhando no novo iMac lançado há algumas semanas pela Apple. Tem sido uma experiência fantástica e espero neste post relatar um pouco do que estou achando.

Primeiro, vale ressaltar que esta é minha experiência com um computador de mesa da Apple. Antes, só havia utilizado Macbooks – sendo inclusive proprietário de um Macbook white. Segundo, vou especificar as configurações do iMac com o qual estou trabalhando (o segundo mais básico da linha):

imac-wenetus

  • Tela de 21,5 polegadas
  • Processador Intel Core 2 Duo 3,06 GHz
  • Resolução de 1920 x 1080 (16:9)
  • 4 GB de memória
  • Disco rígido de 500 GB
  • Placa gráfica NVIDIA GeForce 9400M

O primeiro ponto que salta aos olhos neste novo iMac é o monitor com tela retroiluminada por LED. Quando eles falam em cores muito mais brilhantes, não estão de brincadeira. Comparar algumas fotos e wallpapers no iMac e no Macbook chega a ser covardia. Além disso, agora podemos dizer que o iMac está widescreen de verdade, com resolução HD de 1920 por 1080. Além disso, a tecnologia IPS (in-plane switching) deixa as cores exatamente do mesmo modo de qualquer ângulo que você olhe a tela.

O magic mouse é o segundo ponto a causar aquele efeito WOW. Sem fio, o primeiro mouse multi-touch do mundo é tão fácil de usar que parece que você já nasceu sabendo operá-lo (uma sensação que lembra o click wheel dos iPods originais). O magic mouse resolve o problema do botão direito nos mouses da Apple e ainda facilita muito (muito mesmo) a rolagem das páginas. O único ponto que eu achei que tinha, mas não tem, são os comando tipo pinça que existem no iPhone para dar zoom nas fotos. (Veja um review mais aprofundado do Magic Mouse na MacMagazine).

O teclado também é sem fio, deixando a mesa de trabalho uma elegância só. O tamanho reduzido contribui para a beleza, mas confesso que às vezes sinto falta do teclado numérico à direita e de uma tecla enter um pouco maior. Um detalhe que faz a diferença é o botão de ligar e desligar que fica no teclado, mas não onde você digita.

Quanto a desempenho, não dá para reclamar de nada. O processador quad-core e mais 4GB de RAM dão conta de qualquer programa que eu queira abrir. Novamente, comparar com meu Macbook é uma covardia, já que na época eu só tive bala na agulha para comprar o de 1 GB de RAM. A Apple vende este modelo como o iMac mais rápido da história, e eu não duvido que realmente seja.

A conectividade também vai muito bem, obrigado. Uso o wi-fi para a internet e assim o único cabo que existe na mesa agora é o de alimentação elétrica. Via Bluetooth, o iMac conversa bem com o Macbook e ambos trocam arquivos em uma velocidade boa. Quem preferir, claro, pode ligar o cabo de rede na traseira do iMac.

Lá também estão as portas USB (quatro delas), Firewire 800, Mini Display, entrada para headphone e microfone.

O tempo de uso ainda é pouco, mas quando você usa um produto dessa qualidade, não precisa mais do que algumas horas para saber que fez a coisa certa e não se arrepender por um longo período.

A Catalunha, o catalão e o separatismo

Publicado em 9.11.2009 na categoria A Cidade, Barcelona

Uma das curiosidades de viver na Espanha é observar como o país sofre para manter-se unido. Explico. O país está dividido em 17 comunidades autônomas – e mais duas cidades autônomas – desde 1978. Algumas dessas comunidades, como a Catalunha, onde estou vivendo, não faz muita questão de fazer parte da Espanha. Pelo contrário, parece gostar de reforçar sua autonomia e até mesmo de promover o separatismo.

Outras regiões também seguem a mesma linha, como Múrcia, Andaluzia e o País Basco. É uma situação estranha para nós, brasileiros, que mesmo em um país tão grande e tão desigual conseguimos manter uma unidade territorial e idiomática.

Pelo que pude observar, a bandeira da Catalunha está em pé de igualdade com a da Espanha nos edifícios públicos. Todas as informações públicas vem primeiro em catalão – idioma oficial aqui da comunidade – e depois em castelhano (que é como chamam aqui o que chamamos na América Latina de Espanhol). Alguns radicais respondem em catalão se você os fizer alguma pergunta em castelhano.

Nas escolas primárias, os assuntos são ensinados em catalão, mas todos têm aula de castelhano e falam bem o idioma. O curso que estou fazendo é em castelhano, mas um dos professores na primeira aula perguntou se havia gente de fora da Catalunha e, diante da resposta positiva, disse que daria as aulas em castelhano. Bom para mim e para a portuguesa, a russa, a colombiana, o equatoriano, o chileno, o basco e o rapaz de Múrcia que assistem às aulas comigo.

O idioma catalão parece ser uma mistura de espalhol, português e francês. Escutando não consigo compreender muito do que eles falam, mas a leitura parece ser fácil. Você consegue entender o parágrafo abaixo, em catalão?

Catalunya és un país europeu de la Mediterrània occidental constituït com a comunitat autònoma d’Espanya. En l’actualitat, Catalunya és una de les comunitats més riques i pròsperes d’Espanya. La capital és Barcelona.[10] La població de Catalunya el 2006 superava els 7 milions d’habitants, en un total de 946 municipis dels quals 59 superen els 20.000 habitants. Dos terços de la població viuen a la regió metropolitana de Barcelona.

A prefeitura promove cursos gratuitos para estrangeiros que queiram aprender o catalão. Talvez em me inscreva, dependendo dos horários.

Adeus ao Microsoft Windows

Publicado em 7.11.2009 na categoria A Viagem, Barcelona

Eu confesso. Subutilizei por bastante tempo o Macbook que comprei no começo de 2008. Como tinha o PC de mesa utilizando Windows XP e o PC da Wenetus rodando também o sistema operacional da Microsoft, o Macbook raramente era utilizado. E, quando eu o utilizava, não tinha a mesma destreza que tinha no Windows e – por isso – levava mais tempo para completar as mesmas tarefas, o que desencorajava ainda mais o uso.

Esse círculo vicioso só foi quebrado com a viagem para Barcelona. Aqui só tenho o Macbook e o Leopard. Com isso, fui finalmente usando tanto quanto eu deveria ter usado desde o começo do ano passado.

A curva de aprendizado não é difícil. Aprendendo as teclas de atalho e a lógica de funcionamento de itens como o Dock, o Spotlight e o Finder, tudo fica mais simples.

Um dos pontos que custo a pegar é a maneira como o OSX trata a questão de fechar e minimizar as janelas. Diferentemente do Windows, quando você fecha uma janela, não sai do programa. E quando dá um Alt+Tab para um programa, a janela dele não aparece se estiver minimizada ou fechada.

Dos aplicativos nativos, usando com frequência o iTunes e – agora – o iPhoto. O Mail, o iCal e o Address Book, apesar de serem espetaculares, não uso muito porque gosto de manter minhas coisas na web (Gmail, Calendar e Remember The Milk formam minha tríade de ouro).

Acho que na volta vou ter que substituir o velho PC de Mesa e usar o Macbook como CPU, ligando a um monitor e um teclado. Até ter acesso a um iMac de verdade :)

Quanto se gasta para viver em Barcelona?

Publicado em 2.11.2009 na categoria A Viagem, Barcelona

Tenho recebido alguns e-mails pelo formulário de contato e mensagens pelo Twitter perguntando mais ou menos quanto eu estou gastando para viver em Barcelona. Agora que completou um mês que estou aqui, posso ir aos números com um pouco mais de clareza.

Os três principais gastos são: a pós-graduação, o aluguel e a alimentação, nessa ordem. A pós custou-me 3900 euros e eu preferi pagar de uma vez do que mensalmente para ter um pequeno desconto. Todos os outros gastos eu verei mês a mês.

A alimentação na Espanha é muito cara se você quiser comer fora de casa e relativamente barata se comer em casa. Eu só estou comendo em casa e cada refeição está saindo em média por 2,50 euros. Isso, no final do mês, dá uns 200 euros. Não é uma alimentação com tudo o que eu gostaria de comer, mas também não tem grandes privações. Estou sem comer carne, mas as outras pessoas da casa que comem carne também ficam nessa média.

O aluguel do apartamento ficou em 310 euros. Isso não inclui as contas de energia, água e gás – mas pelas contas anteriores, isso vai custar mais 40 euros em média para cada pessoa. Preço total de moradia: 350 euros.

No mais, temos os extras. Transporte é o mais pesado, pois vou e volto da faculdade todos os dias. O bilhete com 10 passagens custa 7,70 euros. Contando transportes e outros extras, prevejo que o orçamento ficará também em uns 200 euros por mês.

Ou seja, tirando o curso, devo gastar mensalmente 750 euros por mês para me manter por aqui. Se precisar, poderei apertar um pouco na parte de extras e alimentação.

Quem estiver pensando em vir, deve saber também que precisa arcar com uns R$ 2 mil de passagem, uns R$ 1,6 mil de seguro-saúde obrigatório e mais uns R$ 90 para tirar o visto no Consulado da Espanha.

Entre o calor e o frio, fico de longe com o primeiro

Publicado em 25.10.2009 na categoria A Viagem, Barcelona

Durante um bom tempo (antes de eu aprender a não reclamar das coisas), amaldiçoei com força o calor do Recife. Costumava repetir que eu tinha sido feito para viver num clima temperado, e não tropical. Enfrentando só umas três semaninhas de um outono leve aqui em Barcelona, vi que eu estava redondamente enganado.

O clima aqui está variando entre 10 e 16 graus, o que não é grande frio para quem está acostumado. Para mim, é motivo de mão gelada, três casacos dentro de casa, calça e meia de lã. Para levantar e sair de baixo do edredon quentinho, era um sufoco.

Não gostei nada dos primeiros dias, ainda mais como todo mundo me dizendo que estava um clima bom e que o frio nem começou de verdade. Quase fiz as malas de volta para o Brasil quando me disseram isso e, pela primeira vez, senti saudade do calor do Recife.

Claro que o ideal é uma temperatura média, mas entre o calor forte e o frio forte (que eu ainda nem conheci), ainda sou mais o calor forte. Com o tempo, o corpo vai se acostumando e nessa última semana nem tive tanto frio como nas duas primeiras. Espero que essa adaptação evolua bastante até dezembro, quando começa o verão para valer e a temperatura mínima chega a uns 2 graus.

Minhas primeiras impressões de Barcelona: mobilidade, sujeira, parques e estrangeiros

Publicado em 24.10.2009 na categoria A Cidade, Barcelona

Neste post vou deixar de falar um pouco da minha aventura por aqui e falar mais da cidade de Barcelona (ou pelo menos das minhas primeiras impressões sobre a mesma).

Estou aqui há três semanas e algumas coisas tem me agradado muito, outras nem tanto. Vale salientar que é a primeira vez que saio do Brasil e, mesmo lá, não conheço tantas cidades (fora as de Pernambuco, só conheço Brasília, Curitiba, Salvador, Balneário Camboriú, Maceió, João Pessoa, Natal e Fortaleza). Então essas não são as impressões de um experiente viajante, e sim de um marinheiro de primeira viagem.

O primeiro ponto que me impressionou aqui em Barcelona foi a mobilidade urbana. A cidade toda é muito bem comunicada através de metrô, trem e ônibus – todos muito bem integrados. Com uma passagem única chega-se a praticamente qualquer lugar da cidade em alguns minutos. Além da abrangência, o transporte é muito pontual e não fica muito lotado.

Ainda há a alternativa do que eles chamam aqui de Bicing, um sistema de transporte baseado em bicicletas. Existem vários pontos de Bicing espalhados pela cidade. Pelo que percebi, você paga uma taxa anual de 30 euros e ganha um cartão para retirar uma bicicleta de qualquer desses pontos. Você pode pedalar nela por um determinado período de tempo e deixar em outro ponto, perto do local para o qual você queira se deslocar.

Há muitas ciclovias na cidade. Elas ficam em sua maioria nas calçadas, que são bastante largas. Assim, diminuem-se os riscos de acidentes com os carros. As pessoas não costumam usar capacetes ou outros equipamentos de proteção quando estão no Bicing ou em suas bicicletas próprias.

Falando agora de um aspecto negativo, a cidade é muito mais suja do que eu esperava. É mais ou menos no mesmo nível do Recife. Para piorar, há muita pichação por aqui (não é grafite, é pichação mesmo), o que enfeia bastante a cidade. O lixo de casa vejo as pessoas separando e colocando nos tonéis recicláveis, mas lixo pequeno quase todos estão jogando nas ruas mesmo.

Os parques, por outro lado, são bonitos e bem cuidados. Há muitos deles. Estou morando ao lado do que acredito que seja o maior, porque até hoje não consegui conhecê-lo todo. Bom para quem tem cachorro (quase todo mundo aqui parece ter um) e para quem gosta de praticar corrida ou outros esportes ao ar livre.

No mais, a cidade é repleta de lojas de rua, pequenos mercados (não há muitos grandes supermercados, como no Brasil), muitos (e caros) restaurantes e gente de todos os lugares do mundo (vejo muitos orientais, árabes e eslavos).

Aos poucos estou conhecendo alguns pontos turísticos. Já entrei em algumas roubadas e conheci lugares interessantes, mas isso já é assunto para outro post.

E o master em Barcelona metamorfoseou-se…

Publicado em 23.10.2009 na categoria Barcelona, O Máster

Nem tudo são flores na Espanha. Recebi a notícia de que o master que eu ia fazer, em Marketing Direto, Relacional e Interativo, não formou turma e acabou sendo incorporado por outro master, em Comunicação Empresarial, que custa o dobro do preço.

A instituição me ofereceu fazer esse novo master, mudar para um master em Gerenciamento de Projetos ou para outro de Gestão Empresarial. Analisando o programa dos três, vi que o que realmente mais me interessava era o de Comunicação Empresarial, pois havia absorvido no programa módulos do antigo master que eu ia fazer, como marketing de relacionamento, comunicação através de redes sociais e outros.

Por conta do atrapalho, a instituição me ofereceu o novo master – que custa 5.800 euros – pelo mesmo preço do que eu ia fazer antes, de 3.900 euros. Com isso aceitei a proposta e estou agora me preparando para as aulas, que começam na semana que vem.

Isso explica um pouco a minha ausência aqui e no Twitter nos últimos dias. Ainda não consegui estabelecer uma rotina, pois havia muitas coisas a ajeitar na casa, na documentação e no próprio conhecimento de como as coisas funcionam por aqui.

Creio que agora com a rotina estabelecida fique mais fácil organizar tudo e começar a compartilhar o que tenho visto e aprendido.

Blog Action Day: o impacto do que você come

Publicado em 15.10.2009 na categoria Saúde

O Blog Action Day 2009 tem como tema o aquecimento global. Sei que aparecerão muitos posts falando sobre o que os governos e grandes organizações podem fazer, por isso gostaria de tratar de um nicho diferente aqui: a relação entre alimentação e mudanças climáticas.

Pelo que dizem os especialistas, o aquecimento global é fruto do impacto que causamos na natureza. Existem correntes contrárias, que alegam que o aquecimento é cíclico e natural e que a interferência do homem no clima não é tão significante. Não tenho dados para comprovar qual teoria está certa, mas acredito que quanto menor for a interferência do homem na natureza, maiores as chances de o planeta manter-se equilibrado.

Uma das maiores interferências decorre por conta da maneira como a maioria das pessoas se alimenta. Pense na quantidade de plástico, papel e metal utilizados para embalar as comidas industrializadas. Na quantidade de componentes químicos usados para conservar e transformar o que não é comida natural em algo comestível. Isso sem falar na matança generalizada em pastos e viveiros mundo afora.

Já há alguns meses tenho procurado mudar minha alimentação para algo mais natural. Faz meses que não ingiro nenhum refrigerante ou doce, quatro semanas sem carne e a cada dia reduzo um pouco a quantidade de alimentos industrializados no armário. Minha ideia é alimentar-me exclusivamente de frutas, sementes, verduras, legumes, algas e castanhas. De preferência orgânicas e pouco modificadas na hora de preparar o prato. Dessa forma e com esses ingredientes, aprendi a fazer pão, pizza, macarrão, tortas e doces (mesmo sem usar açúcar, mel, farinha e nem mesmo o fogão).

Faço isso por três motivos: o primeiro é o tema deste post (diminuir o impacto ambiental da alimentação. Com esse tipo de comida, praticamente não gero lixo). O segundo é econômico: gasto cinco vezes menos hoje com comida do que quando comia carne e comida em caixa. O terceiro motivo é a saúde, que tende a melhorar cada vez mais com uma dieta natural, equilibrada e saudável.

Para quem se interessar mais sobre o assunto, recomendo:

Para pesquisar no Google sobre esse tipo de alimentação, as palavras-chaves são “raw food”, comida crua, comida viva e crudivorismo.

Chegando a Barcelona: o apartamento

Publicado em 14.10.2009 na categoria A Viagem, Barcelona

Não foi possível avisar aqui no blog, mas quem me acompanha no Twitter deve ter visto que embarquei do Recife para Barcelona no último dia 2 de outubro. Bem, dez dias depois, cá estou eu, estabelecido e voltando a blogar.

O apartamento que arrumei fica na Praça Espanha, uma das inúmeras grandes praças que existem por aqui. Estou vivendo com um polonês e com uma argentina de ascendência italiana, um pouco mais velhos que eu. Os dois são boa gente, porém extremamente organizados. Eu brinco que o cara é o Dr. Sheldon Cooper da Polônia, tamanha a obsessão dele com limpeza, silêncio, organização e regras. (Para eu estar dizendo que o cara é muito organizado, é porque ele é MUITO organizado).

O apartamento é pequeno, mas muito bem estruturado. A cozinha e a sala são contíguas, depois há dois quartos e o banheiro. Embaixo, há o que eles chamam de trastero do edifício, que é onde se podem guardar bicicletas, malas e outras quinquilharias (não há vagas de garagem para carros no prédio, que tem 3 andares e 9 apartamentos). O terraço fica no teto do edifício e é onde pode-se pendurar roupas, tomar um sol e fazer uns lanches ao ar livre.

O melhor de tudo, no entanto, é a localização.

O apê fica logo ao lado do Parque Montjuic, onde havia o circuito que recebeu algumas corridas de Fórmula 1 e – principalmente – onde estão boa parte das instalações das Olimpíadas de 1992. O Estádio Olímpico, por exemplo, fica a uns 10 minutos caminhando daqui de casa. É uma área muito verde e com ótimas pistas para dar uma corridinha, a pé ou de bicicleta.


Ver mapa más grande

Nesse mesmo parque existem castelos, museus, galerias de arte e outra pá de coisas que ainda não consegui explorar (veja pelo mapa que é uma área muito grande).

A conexão com a internet agora está estabelecida e na sala há um espaço com mesa para trabalhar para dois notebooks. O do polaco fica sempre aqui do lado, mas ele praticamente não utiliza (trabalha no aeroporto quase o dia todo e quando está em casa, seu passatempo principal é cozinhar). A argentina não usa computador.

O DVD Player que temos aqui aceita USB, então é só plugar o pendrive para ver as séries e continuar minha saga dos 1001 Filmes para ver antes de morrer.

A pós só começa de fato no dia 27, até lá tenho estudado espanhol. Ainda há muito o que falar, mas vou dividir os posts por assuntos. Os próximos falarão sobre clima, mobilidade urbana, alimentação, idioma, diversão, documentação e gastos. A ver.

O que a Google faria?, por Jeff Jarvis

Publicado em 14.09.2009 na categoria Resenhas

oqueagooglefaria

O que aconteceria se Larry Page e Sergey Brin tivessem fundado uma empresa de automóveis? Ou uma editora de livro? Como a filosofia de trabalho do Google poderia ser aplicada no ramo imobiliário, educacional ou financeiro?

São perguntas como essas que Jeff Jarvis, blogueiro do Buzz Machine, procura responder nas 249 páginas do seu recém-lançado O que a Google faria?.

Os pontos que o autor destaca como pilares da filosofia do Google são simplicidade, gratuidade, criatividade e foco no usuário. Não são qualidades exclusivas do Google, mas a empresa foi usada como referência por tudo o que representa atualmente para a economia.

O livro é bem interessante, daqueles que se lê em menos de uma semana. Alguns dos exercícios imaginativos do autor parecem um pouco forçados – como no capítulo sobre Seguros – mas outros são bastante factíveis.

Copiar estratégias de uma outra realidade muitas vezes não é aplicável. Pensar sobre elas, entretanto, é sempre válido. No mínimo, podemos começar a perceber a situação de uma outra maneira e encontrar soluções novas para velhos problemas. O livro de Jarvis ajuda bastante nisso, por isso vale a leitura.

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