A relação entre web standards e usabilidade

Publicado em 9.05.2006 na categoria Webstandards

Usar os padrões de desenvolvimento de sites definidos pelo W3C traz (ou pode trazer) para o produto final uma série de benefícios - como páginas mais rápidas para carregar, menor consumo de banda, menor tempo de produção, facilidade para criar versões de layout, acessibilidade para deficientes, otimização para engenhos de busca, acesso por dispositivos móveis e independência de navegadores e sistemas operacionais. Usabilidade não está diretamente entre essas vantagens, mas também pode ser beneficiada com o uso de web standards.

Primeiramente - é bom que se diga - independente do modo como um projeto é construído, a usabilidade pode ser garantida se o desenvolvedor preocupou-se com ela. Por exemplo, um site todo em Flash pode ser fácil de usar caso o desenvolvedor tenha observado questões como marcar links visitados, permitir deep links, não impedir o funcioamento do botão back e resolvido outros problemas que geralmente tornam o Flash inimigo da usabilidade.

Com web standards é a mesma coisa. Um site pode estar todo dentro dos padrões e ser difícil de usar. Uma coisa não está diretamente relacionada à outra, entretanto geralmente quem tem preocupações em usar standards para desenvolver seus projetos possui um nível de conscientização maior sobre o que deve ser feito para deixar um site mais fácil de ser usado.

Alguns pontos são bem claros. Se o site é feito usando web standards, pode ter reduzido o peso das páginas em até 70% comparando com uma versão em tabelas. Tempo de resposta é um dos princípios básicos de usabilidade, quanto mais rápido um site retorna às solicitações do usuário melhor é a experiência do visitante.

Outro ponto diz respeito à liberdade de o usuário fazer o que quiser com o site: traduzir, acessar do PDA, ter uma versão de impressão satisfatória, encontrar no Google, guardar endereços profundos e outros pontos que fazem com que o visitante possa efetivamente usar o site.

Nem tudo é diretamente garantido pelo uso de web standards, mas aplicar os padrões de desenvolvimento do W3C ajuda bastante. Alguns pontos já são naturalmente decorrentes do uso dos padrões, o que facilita a vida do desenvolvedor. Deixar um site construído com tabelas acessível para deficientes, por exemplo, é muito mais difícil (portanto, mais trabalhoso, consequüentemente mais demorado, e por conseguinte mais caro). O mesmo acontece quando desenvolve-se um site em Flash simulando facilidades que o HTML já traz naturalmente.

Além disso, a separação entre informação e formatação - princípio básico dos web standards - ajuda o desenvolvedor a compreender que o que importa de fato é conteúdo, estrutura e interface e não somente a estética.

Layout é somente o conceito visual que fica por cima das camadas mais profundas em um projeto web, como mostra o diagrama de Garrett. É algo que agrega valor, mas que se for descartado (caso o usuário desabilite as folhas de estilo, acesse por um leitor de tela, use um navegador de texto ou um leitor de RSS etc.) não pode arruinar o projeto.

Então fica a dica: se você procurava mais um motivo para largar de vez as tabelas e o Flash para fazer sites e usar web standards, anote: “também ajuda a melhorar a experiência do usuário”.

Comentários

#4

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    victor b.

    bom, eu concordo com vc em praticamente todos os pontos; mas o que eu queria perguntar mesmo é o seguinte: como convencer o cliente (ou no caso, o pessoal da criação) que um site em html puro, feito em webstandarts, é melhor que um site que pula fala e some e reaparece e etc etc etc ? … pois querendo ou não, flash é um enorme apelo visual, e acho que as grandes empresas não querem abrir mão de ter um site, vamos dizer, dinamicamente espetacular; que é o que a ferramenta proporciona .

  2. Imagem do autor do comentário
    anajara

    trabalho em uma empresa que constrói sites .mas a minha função é sair em busca de clientes…
    como devo convencer e ganhar o cliente para que ele aceite a proposta da construção do site de sua empresa ou até mesmo um site pessoal

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    Luciano Henrique

    Ok, concordo também com o Victor no post acima, O apelo do flash é um dos principios dos elementos de design que é a EMOÇÃO(É um impulso neural que move um organismo para a ação), neste nosso caso um apelo visual.
    Gostei muito do artigo e acho que desenvolver como standard é muito mais demorado mais correto. Uma mostra disso é o grande numero de sites feitos em tabelas e com códigos errados. Acho que o pensamento tem que ser semântico, pois podemos unir o standard e a usabilidade.
    Que esta segunda eu falo que não é inimiga da do flash. Não vou ser poeta, mais é muito simples desenvolver com usabilidade nossos layouts/projetos. Como aprensenta no livro de Steve Krug(”Não me faça pensar”). Temos que pensar como usuários que nós somos. E como falo aos meu alunos de Web: O que reina na informática é a linguagem simples.

    Um abraço a todos e bons estudos.

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    Criação de sites

    Bom comentário Luciano Henrique, concordo contigo. Acho que quem faz a web somos nós desenvolvedores.
    Mesmo que um projeto aliando web standards + usabilidade (padrões desenvolvimento) demore muito mais e seja mais caro, os benefícios advindos são extremamente vantajosos. O que adianta empresas pagarem por menos, tendo sites com códigos sujos, pesados de se carregar e péssimos resultados nos buscadores, infelizmente acho que não estará economizando e sim arrecadando prejuízos com sua marca.

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Walmar Andrade, 26 anos, jornalista com MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, é diretor executivo da Wenetus Interactive e escreve neste blog sobre:

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