Simplificando a vida das pessoas através da internet
Publicado em 6.07.2007 na categoria Usabilidade
O Cadu de Castro Alves convidou-me para participar de um meme (ou tag) sobre minha formação e experiência de vida como profissional. A idéia é mostrar aos leitores um pouco mais de quem você é e como chegou até aqui.
Como alguns de vocês já devem saber, sou formado em jornalismo e trabalho com desenvolvimento web. Dessa forma, não sou jornalista, nem sou designer. Meu cargo na empresa onde trabalho é de Gerente de Projetos. O que realmente me interessa, no entanto, não é especificamente nenhuma dessas tarefas. Se for para escolher um rótulo tradicional para a área do conhecimento humano que mais me atrai, escolheria usabilidade. Só que em um espectro mais amplo do que o que é tradicionalmente associado a essa palavra.
Para ficar menos enrolado: o que eu gosto mesmo de fazer e estudar é como simplificar a vida das pessoas através da internet. Se para isso eu preciso montar uma boa arquitetura de informação, ou elaborar um design fácil de ser usado, ou escrever um texto que comunica facilmente as idéias, ou codificar um HTML semântico que facilite a vida de quem o acessa, é isso que faço. Não me importo muito se estou deixando de me aprofundar intensivamente em uma dessas áreas, porque na minha visão estou me especializando em simplificação.
Já expliquei em outros posts o motivo de ter feito a graduação em humanas e não em exatas. Minha visão é de que a internet é sobre pessoas, e não sobre tecnologia. E o que as pessoas mais precisam atualmente, nessa enxurrada de informações, é uma vida mais simples (na grande rede e fora dela).
Claro que estudei também áreas mais técnicas de planejamento e gestão de projetos web, incluindo o MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital. Fora isso, eu lido com internet há muito tempo. Como também já mencionei por aqui, estou nessa história desde a época da BBS, com modem a 2400 BPS e desenhando interfaces em ASCII.
Não sei se fugi muito ao tema que o Cadu havia proposto, mas em síntese é isso. Estou aqui para simplificar a vida das pessoas através da internet. E estou apenas começando: boas novidades vêm por aí.





Walmar, fugindo ou não do tema você tocou em um assunto importante: A identificação de um negócio. Parece fácil, mas empresas morrem por não terem uma missão clara e bem definida do que realmente é seu negócio.
Com isso elas se perdem em seus objetivos, com visões equivocadas de suas atividades. Nós precisamos ter uma visão mais ampla do que fazemos, como você bem fez: “Simplificar a vida das pessoas através da Internet”.
Nosso negócio não é o produto que oferecemos e sim a necessidade das pessoas que nosso produto/Serviço atende.
Por exemplo:
O negocio da Walt Disney não é criar personagens ou parques de diversões, mas “Fazer as pessoas felizes”. A Xerox não vende copiadoras, mas “ajuda a melhorar a produtividade dos escritórios”.
Acho que muita gente vai refletir melhor sobre o que “realmente” faz ou deseja fazer depois de ler esse seu texto. Parabéns! ;-)
É realmente muito interessante pensar no usuário como uma pessoa comum, mas uma pena que muitos desenvolvedores não percebem isso.
Uma pequena dúvida: na parte”2400 BPS” não seriam “BITS” ao invés de “BYTES”?
E parabéns pelo texto.
Opa, acho que você tem razão Emanuel :P
Walmar,
achei interessantíssima sua formação. Acredito que você tenha uma enorme importância na área tecnológica. Hoje sofremos por ter uma tecnologia centrada à própria tecnologia, em vez de tecnologia centrada ao homem.
Pelo que entendi, com sua experiência em usabilidade e simplificação, você busca sempre a solução ao ser humano.
Estou cursando tecnólogo de gestão de negócios e a pergunta mais freqüente de meus colegas é saber qual linguagem é mais cotada no mercado ou que um DBA no banco de dados “X” ganha R$60,00 hora.
O foco é a falta de inovação para criação de novas soluções as nossas necessidades de mercado. Os inúmeros concursos sobre idéias e empreendedorismo confirma essa afirmação.
Penso que precisamos, na internet, ser semântico. Assim, em um futuro próximo, teremos capacidade de desenvolver novas tecnologias que supram necessidades do homem.
Pena que ainda é uma briga concientizar certas pessoas que existem padrões a seguir, quanto mais trabalhar de forma semântica.
Precisamos vencer essa era Programação Orientada a Gambiarra (POG), ainda muito presente no mercado de software.
Abraços Walmar, sou tecnólogo voltado a soluções para humanos como você.
Walmar, parabéns pelo belo trabalho, tanto com o blog como com sua vida profissional. Tem aqui um grande amigo e alguém que admira muito sua profissão e que respeita seu profissionalismo. Parabéns! Novidades por ai? Adoro a palavra novidade! ;-)
Navarro
http://www.dinheirama.com/blog
oooooooooooooooooooosssess falam bunito emm!