RIA da internet rica
Publicado em 14.12.2005 na categoria RIA
RIA é a sigla em inglês para Rich Internet Applications, ou aplicações ricas para a internet. A sigla em português lembra o imperativa do verbo rir e pode ser associada realmente a um sorriso para aqueles que defendem RIA como uma verdadeira revolução da web.
O conceito é amplo, mas é possível definir RIA como o fim do processo de clicar, esperar carregar uma página e então continuar o processo.
Podemos lembrar o início desse tipo de aplicação com o DHTML, que era integrado a JavaScript para utilizar esse conceito. Depois, veio a febre do Flash e seus excessos que cada vez mais vão se mostrando desnecessários. A última palavra agora em RIA é o Ajax.
O grande benefício é que o usuário pensa estar operando mais rapidamente com o computador. Digo pensa porque o tempo de download na verdade pode ser mesmo. Pense num hotsite em Flash que é pré-carregado para depois ser usado. Quando o usuário clica, a resposta é imediata. Mas isso só acontece por ter existido um carregamento anterior. Ou seja, o tempo de download continua, só foi deslocado para antes da ação do usuário.
Classificar isso como uma aplicação rica leva-nos ao contraponto de que o HTML puro seria pobre, quando sabemos que isso não é verdadeiro. Além disso, existem algumas desvantagens em relação às chamadas aplicações ricas. Os links diretos, por exemplo, somem em muitos casos, e não é possível fazer bookmarks de determinadas páginas. Se estivermos falando de Flash, temos o problema de isso não ser um elemento nativo do HTML e necessitar de um plugin - que nem sempre os usuários têm o mais atualizado. Se estivermos falando de Ajax, é preciso uma degradação graciosa para quem não estiver com JavaScript habilitado.
A idéia de tornar a web um ambiente mais fácil é extremamente válida, mas é preciso ter cuidado ao usar essas aplicações, medindo sempre o custo e benefício em cada projeto específico. Não adianta tentar vender algo como salvador para toda a web a não ser que seja um padrão determinado. No final das contas, a riqueza está na satisfação do usuário.





Aplicações “ricas” de mais podem apresentar problemas de acessibilidade.
Gostei do artigo.
Exite empresas que estão criando padrões para RIA como por exemplo http://www.backbase.com e alguns projetos livres como SAJAX e etc, o interessante seria que todos os navegadores também conhecidos com broswers se preocupassem com os padrões da W3C isso pra mim é o mais importante.
Bom podem ser ricos, mais erram na acessibilidade. Mais uma febre temporária.
Michel Ferreira
http://www.michelferreira.com
adorei o artigo bjsss