Webdesigner 2.0 e a expansão dos horizontes

Publicado em 22.03.2006 na categoria Mercado

O camarada Frederick van Amstel publicou no Webinsider um artigo falando do Webdesigner 2.0. Achei o texto interessantíssimo e quis comentar, mas infelizmente o Web1.0insider não me permite, por isso vou retrucar por aqui mesmo.

A essência do artigo do Fred é que o desenvolvedor de aplicativos para web tem que expandir seus horizontes e passar a projetar preocupado mais com a função do que com a forma do produto. Ele até sugere o abandono do título webdesigner em prol de designer de interação.

Apesar de discordar da parte em que ele fala que projetar sites estáticos é simples (pode ser mais simples que aplicações, mas não é absolutamente simples), gosto muito quando o autor enfatiza a importância com o cliente do cliente - o usuário final - e principalmente a importância da necessidade de conhecimentos que geralmente não fazem parte do cotidiano da maioria dos desenvolvedores.

O Frederick van Amstel, assim como eu, é formado em Comunicação Social, e talvez por isso dê mais valor a itens como psicologia, canais de comunicação, comportamento etc. do que grande parte dos desenvolvedores.

Projetos para a web devem ser entendidos como um diálogo entre usuário e interface. Se há alguém do outro lado da tela buscando uma informação, esse alguém não pode ficar falando sozinho. O caso dos novos aplicativos que pipocam todos os dias na web desde 2005 só fez evidenciar ainda mais esse aspecto dos projetos web.

Independente do título que adota, o desenvolvedor precisa ter uma visão mais ampla do que está fazendo, para não se restringir a montar mecanicamente telas no Photoshop e transformar tudo em HTML. O mercado não precisa de robôs. Precisa de gente que pense além.

Comentários

#6

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    Vicente Tardin

    Caro,

    você tem razão. Os comentários logo aparecerão no Webinsider. Estão em desenvolvimento. Parabéns pelo bom trabalho aqui no FatorW.

    []s do

    Vicente

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    Amaro Seixas

    O lance é o seguinte… HTML é mto fácil, mto simples, foi criado pra ser assim. se o cara soh faz isso e não vai além, fica aí ganhando merreca a vida toda… As empresas querem mais é quem tenha diferencial, q saiba pensar e refletir sobre oq esta´fazendo. procurem o artigo do tableless sobre profissionais bananas e diamantes

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    Alessandro S. Angeruzzi

    Acho que o Fred acerta bem qdo diz com o que devemos nos preocupar: o cliente do cliente.
    Legal também esse cargo defendido, apesar que para muitas da funções prefiro o Estrategista de conteúdo proposto pelo Mauro. E para as outras funções, temos outros profissionais atentos a elas. Só não entendi porque um webdesigner tem que evoluir para esta função! Ele propõe que um wedesigner tem que se tornar designer de interação, mas daí chamamos um designer gráfico pra tapar o buraco ? Mas o Webdesigner precisa evoluir, porque a única coisa que sabia fazer era escrever Html pra websites estáticos ? Que Webdesigner é coisa pra "sobrinho" e não pra profissional maduro ?
    Convenhamos…
    Eu não sou webdesigner, mas sei muito bem o que um faz, e o respeito que este cargo merece.
    O Frederick também sabe ?

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    Fábio Caparica de Luna

    Olá…
    Não entro nem nos méritos sobre Web 2.0 pq já estou pensando em termos de Web 3.0 (idéia do Zeldman).

    Mas a respeito dos comentários no WebInsider, dá pra falar algo…

    A coisa de mais ou menos uns 40 dias, já está funcionando um esquema que permite comentários por lá. Pra saber mais, melhor ler o tutorial que foi escrito para deixar o procedimento um pouco mais claro.

    Parabenizo o Tardin por providenciar o sistema de comentários por lá. Demorou! Mas muito desgaste poderia ter sido evitado se a audiência tivesse sido ouvida mais cedo.

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    Frederick van Amstel

    Claro que sei, se me considerava um webdesigner até algum tempo atrás.

    O que estou dizendo é que o webdesigner precisa ampliar sua visão e enxergar mais do que código HTML e ferramentas de produção.

    Com relação ao design gráfico, o designer de interação pode ou não realizá-lo, dependendo da disponibilidade de sua equipe. O ideal é que haja um profissional para cada uma desses aspectos do projeto, pois cada área já demanda muito estudo e experiência. Até hoje não conheci um profissional que dominasse bem essas duas áreas.

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    alex koti

    Ops! Mas …. como assim ampliar horizontes? Webdesigner 2.0? Não fazemos nem HTML direito, quanto mais pirar em coisas com web2.0 e tralalas.

    Se for pesquisar a origem do HTML, todo o conceito da estrutura de marcação, a idéia do hiperlink, semântica, você encontra tudo isso que o pessoal cisma em dizer que é novidade (portanto motivo para cobrar mais $).

    Se estudássemos realmente isso, o trabalho visual seria bem mais simples e adequado, pois a a estrurura ja deveria mostrar o caminho.

    Estamos tentando criar ferraris e engenheiros de perfumes para rodar em uma estrada de terra.

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Walmar Andrade, 26 anos, jornalista com MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, é diretor executivo da Wenetus Interactive e escreve neste blog sobre:

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