O impacto da metodologia Getting Real
Publicado em 8.02.2007 na categoria Gerenciamento, Internet, Resenhas
Acabo de terminar de ler o livro Getting Real, que descreve a metodologia de produção utilizada pela equipe da 37signals, empresa responsável por iniciativas como o Ruby on Rails e Writeboard, entre outros. O livro está disponível inteiro para leitura na web, com tradução para várias línguas, inclusive português.
Os autores falam, de forma incisiva, que alcançaram altos índices de produtividade na construção de softwares para web pulando todas as etapas que representam a realidade (como wireframes, documentos de especificação, gráficos etc.) e partindo direto para o que é a realidade.
A metodologia prega a filosofia do menos é mais levada ao extremo. A 37signals defende que os softwares devem iniciar enxutos, que a equipe deve ser pequena e ágil, que o código deve ser o mais simples possível e que tudo deve ser lançado logo e aprimorado sempre.
Construindo de trás pra frente
Usar o Getting Real, no meu ponto de vista, significa algo quase que como construir de trás pra frente. Pular especificações funcionais e documentações transitórias para construir telas reais é o inverso de outras metodologia, como a Moebius, utilizada durante a construção do site do Café Colombo, acompanhada passo a passo aqui no blog.
Confesso que fiquei um pouco atordoado com a maneira como a 37signals coloca as coisas. Talvez as metodologia de planejamento mais detalhados realmente não sejam tão adequadas para a velocidade que o ambiente web necessita. Da mesma forma, não sei se o estilo direto ao ponto da Getting Real não acaba tornando o produto final um grande puxadinho.
Equilíbrio
No final das contas, o ideal parece ser equilibrar planejamento e execução de uma forma mais serena, adaptando às necessidades do projeto. Como a própria 37signals fala, você não vai construir um avião usando a metodologia Getting Real.
Já que ando um pouco fanático por produtividade desde que comecei a implantar o Getting Things Done, vou testar executar alguns projetos que nunca saíram do planejamento usando a Getting Real e ver no que dá. Prometo postar os resultados aqui e peço para que os leitores que já leram e/ou usaram as idéias da 37signals relatem aqui suas experiências.











Estou lendo o livro ainda, mas já colocava em prática algumas das propostas por acreditar que era mais produtivo, apesar de ter sempre o sentimento de que estava fazendo do jeito que fazia por preguiça.
Também escrevi um texto sobre o assunto em http://minholi.blogspot.com/2007/02/caindo-na-real-metodologia-para.html
Bom dia!
Como desenvolvedor de pequenos sites desde sempre, sair fazendo é uma ação do cotidiano! E todos os sistemas desenvolvidos até hoje ficaram uma colcha de retalhos que nem eu, sendo o desenvolvedor, consigo mais dar manutenção! Infelizmente nossa realidade brasileira nos empurra a isso: as contas batem na nossa porta, os orçamentos são enxutos e brasileiro tem aversão a planejamento!
Se a simplicidade do Ruby On Rails veio também para minimizar essa situação, imagino que dentro em breve será a linguagem de programação mais popular não só no Brasil, como no mundo.
Em tempo: ainda não consegui aprender Rails devido à fraqueza da documentação dosponível!
Abração!
Ved
Também li o livro (na web) e realmente é muito interessante, concordo plenamente com a tríade que ele defende: “(GR) Caia na Real”, “(KISS) Mantenha-o simples”, e “(GTD) Faça acontecer”.
Ainda assim não dispenso pelo menos alguns rascunhos básicos em papel ou mesmo no corel/illustrattor para melhor assimilação das idéias. Isso ajuda a evitar os “puxadinhos”.
E para o Ved, existe um excelente framework em php, tente o CakePHP (www.cakephp.org), que também segue a filosofia DRY, assim como o Rails. Vai agilizar e organizar muito o teu código.
t+
Com certeza vc vai ganhar tempo sem documentar o sistema… Poxa, pra quê documentar se eu posso sair desenvolvendo ? Genial……
Eu não preciso estimar o PRAZO e o CUSTO do projeto mesmo.
E todos os clientes também são ótimos em EXPLICAR o que eles querem. Eu vou acertar de primeira.
E depois que eu implementar ninguém vai ficar me pedindo coisas novas e correções em REGRAS DE NEGÓCIO que afetam todo o sistema….
Adorei esse MÉTODO DE DESENVOLVIMENTO.
O boo-box foi feito seguindo o Getting Real e tem dado muito certo até agora. É lógico que não dá certo pra todos os projetos, mas pra nós tem sido extremamente eficiente até agora.
Olá,
Comprei o Geting Real no mesmo dia que ele foi publicado (apenas em inglês) desenvolvi o BielBid (http://bielbid.com.br) seguindo as dicas do livro.
Comigo deu muito certo, consegui colocar o sistema no ar em pouco tempo.
Fiz também uma palestra sobre Web 2.0 e Novos negócios que apresenta algumas idéias do livro.
Interessados na palestra:
http://rafael.adm.br/palestras/web2.0/
Walmar,
vim visitar seu blog depois de ler um comentário seu no texto que fiz para o Brpoint sobre as iDuplas. =D
você mencionou que vem aplicando a filosofia do Getting Things Done. Já ouvi falar muito nesse livro, mas ainda não tive a chance de ler.
Ele fez diferença na sua rotina ou foi mais um fogo de palha mesmo?
Abraço,
Guilherme
http://www.papodehomem.com.br
ps: parabéns pelo seu site, é um dos mais agradáveis que visitei ultimamente, o uso dos espaços em branco é ótimo!
Estou estudando Ruby on Rails (framework criado pela 37signasl) a 2 meses.
Realmente a produtividade pode ser incrivel se voce estiver familirizado com o ambiente.
Parabens pelo site.
Oi Walmar. O Getting Real tá na minha fila logo após o GTD. Pelo que andei conversando com uns amigos (inclusive o Marco que comenta mais acima), parece que dá pra esquentar (ou temperar) o GR com algumas práticas brasileiras. Valeu pela análise! Abraços..
Boa Walmar!
Off: Gostei da nova cara do site, parabéns!
[]’s
Com certeza uma ótima referencia. Vou começar a ler já!
Abraços!
Eu vi um tweet do @LucasRenan sobre #agile e achei isso http://fatorw.com/internet/getting-real/. Essa #metodologia faz a #coisa acontecer.