Impressões sobre o 12º Encontro de Web Design no Recife

Publicado em 18.06.2007 na categoria Design

No último sábado ocorreu no Recife a 12ª edição do Encontro de Web Design, promovido pela Arteccom. Compareci ao evento pelo segundo ano consecutivo e, diferente de 2006, dessa vez posso dizer que o saldo foi mais negativo do que positivo.

De fato, das quatro palestras apresentadas, a única que se salvou no meu ponto de vista foi a do Michel Lent Schwartzman, da 10 Minutos. Nem tanto por culpa dos demais palestrantes, mas sim pela organização do evento que acabou selecionando três expositores com uma mesma visão da web.

Voltei ao assunto mais a frente, mas antes um pouco da minha opinião sobre a palestra do Michel. Eu já havia assistido a algumas aulas do Michel no MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, mas não o conhecia pessoalmente, já que as aulas do curso eram via teleconferência.

Além de ter a oportunidade de vê-lo ao vivo, foi interessante notar como faz diferença assistir a uma palestra de uma pessoa que está acostumada a falar em público. O Michel já domina o auditório, organiza bem a apresentação (só tópicos, muita imagem e vídeos intercalados para ele descansar a voz e o público descansar dele). O conteúdo - embora não tenha sido nada que não eu havia visto antes - também estava muito bem elaborado.

Muita pirotecnia, pouco conteúdo

Os outros três palestrantes foram Felipe Medeiros, da Cappen, Gustavo Gusmão, da Mooz, e André Matarazzo, da Gringo. E aí eu chego à parte ruim: três palestrantes que privilegiam muito a parte visual da web em detrimento do conteúdo, da acessibilidade, da usabilidade etc.

O Felipe falou sobre criatividade, enquanto Gustavo - que também trabalha com off-line - entrou em detalhes mais técnicos do design, como gestalt. Os dois apresentaram seus portfolios e através deles pudemos ver que ambos dão muito destaque à estética. Acredito que faltou à organização escolher palestrantes com uma visão mais diversificada.

O rei da pirotecnia, no entanto, foi o André Matarazzo. Embora apresente peças com visual impecável e que realmente enchem os olhos, no meu ponto de vista ele tem uma visão bem distorcida do que é a internet.

Essa visão se evidencia quando ele fala, por exemplo, que sites só com texto e fotos não são capazes de impactar as pessoas como os sites com animações, 3D, sons etc.

Ora, pensemos nos sites que mais impactam a vida das pessoas: Google, Orkut, Gmail, Flickr, YouTube, Delicious, Netvibes, internet banking, blogs… algum deles usa 3D, animações, sons? Não creio.

Outra evidência foi quando ele falou de uma ação (Vale Natureza) para divulgar que a Vale do Rio Doce fazia reflorestamento. Eles bolaram um game no qual o usuário tinha uma agulha para “bordar” uma tela branca e achar animais escondidos na floresta.

Matarazzo então disse que isso era muito legal e que, mais embaixo, escondido, tinha aquele “blábláblá” explicando a ação. E que, por ele, seria em vídeo e não em texto porque fica mais legal. Ou seja, conteúdo delegado ao último degrau de importância em um projeto. Para piorar, ele mesmo falou que o que os usuários mais faziam ao chegar na área do bordado era escrever “cu” e ir embora. Como acionista da Vale do Rio Doce, fiquei triste com o mau uso da verba da empresa…

Que fique claro que a qualidade técnica dos sites de branding que a Gringo faz é impecável. O que discordo é privilegiar tanto a parte visual e a pirotecnia e deixar em segundo plano itens como conteúdo, usabilidade e acessibilidade. O que impacta as pessoas é relevância e não pirotecnia visual.

Comentários

#30

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    Flavio Mendes

    Muito pertinente seu ponto de vista sobre a linha de palestrantes serem de uma mesma vertente - design. Penso de acordo.

    Também fiquei lamentando não ouvir tanto sobre acessibilidade, navegabilidade, padrões web. Faço um grande esforço em incutir isso em meus alunos e como muitos deles estavam presentes lamentei não terem enfocado nesses elementos.

    Éramos um grupo de João Pessoa com cerca de 70 participantes.

    Nota sobre o evento no meu ponto de vista: 7,0

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    Guilherme Nascimento Valadares

    Walmar, visitei um site aqui do André Matarazzo. Realmente é do caralho, um abuso de tão bem feito.

    Mas também é bastante excludente. Precisa de uma puta conexão com a internet e de um usuário que esteja familiarizado com a net e também com paciência para ficar cavando pelo site com navegação pouco usual.

    É interessante para algumas empresas, mas passa longe de ser a “nova tendência” para web.

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    Bruno Pedrozo

    Pra falar a verdade sobre isso que o André Matarazzo disse, eu joguei o pseudo-jogo da Vale do Rio Doce e achei uma porcaria, lento e cansativo.
    São muitos pontos pra bordar e tem que clicar em todos eles. Não dá pra fazer tudo em menos de três minutos e a agulha passando entre o tecido é muito lenta.

    Sobre sites dinâmicos serem “melhores” que sites estáticos acho que tudo tem seu ponto. Um site voltado ao conteúdo, como os que você citou, YouTube, Orkut, Google, não precisam de mais dinamismo, eles são auto-amigáveis para o usuário.

    Agora sites como peça de divulgação, como propaganda, a dinâmica fala mais alto. Mas uma boa dinâmica, não um bordado que, além de tudo, é visto como coisa pra tia.

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    Yalli Oliveira

    Na verdade, o trabalho da Agencia Gringo.nu foge dos padrões que estamos tentando adotar aqui no Brasil. O foco da agencia é fazer sites impactantes que possam divulgar a marca, claro, fora do Brasil. E, afinal de contas, o cara ganha dinheiro assim, , ele tem que se preucupar com o que mais? =)

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    Diogo Lopes

    Dei uma olhada no trabalho da Gringo.
    Acho que eles trabalham em um nicho de mercado interessante. Provavelmente conquistam muitos clientes pela suas peças interativas.

    Agora, quanto a esse trecho:
    “ele fala, por exemplo, que sites só com texto e fotos não são capazes de impactar as pessoas como os sites com animações, 3D, sons etc.”

    Esse papo, pode funcionar muito bem para os clientes da Gringo. Mas em um congresso de profissionais web, é triste.

    Se eu estive lá, mostraria que impactante é um tomate jogado da plateia.

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    Walmar Andrade

    Yalli,

    Ele tem que se preocupar com um detalhe pequeno, mas para o qual ele demonstrou total desprezo: o usuário.

    Quem assistiu à palestra percebeu que ele faz o que ele acha legal, o que ele está a fim, o que ele acha que é certo. É um caso de design centrado no designer.

    O pior é que um talento como o que ele tem para criar artefatos visuais, no meu ponto de vista, está sendo totalmente desperdiçado por não estar agregando valor a conteúdo nenhum, servindo só a pirotecnias.

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    Tarsís Gomes

    Os sites do Matarazzo seguem uma linha internacional de hotsites. Os sites da gringo só vendem produtos e para tal eles suprem bem a necessidade.

    O Matarazzo não mostrou por exemplo um Portal…pq?? pq eles não fazem isso!

    Não existia um nome melhor pra agência senão GRINGO…pois a linha que ele segue realmente não é a nossa! Se vc for ver sites de marcas conhecidas como Nike etc…todos seguem uma mesma linha, justamente da forma que a Gringo atua.

    E André Matarazzio tb mostrou que é cabeça dura e na verdade nem deve saber o que é acessibilidade….

    E outra o marketing deles é viral, por isso não se preocupam com bots :/

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    Rafael Marin

    Design e usabilidade podem - e devem - andar juntos SIM. O usuário sente-se confortável com tanta firula, mas isso não pode passar por cima do principal. Em novembro o Encontro chega ao Rio Grande do Sul, espero poder ir.

    Ótimas considerações, Walmar. Abraços

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    Abelardo (asjr)

    Estou com a Tarsís Gomes. A realidade da Gringo é outra e eles fazem muito bem o papel deles. Acessibilidade depende do publico alvo, onde os websites não são obrigados a ser 100% acessíveis, se ele te dar o retorno desejado.

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    Walmar Andrade

    Abelardo, a questão é justamente essa: será que dá o retorno desejado? Todo projeto tem um objetivo e não é porque o cliente ficou satisfeito ou os designers acharam legais que esse objetivo foi cumprido.

    No site do reflorestamento da Vale, por exemplo, pelo que ele falou na palestra o objetivo era mostrar às pessoas que apesar de desmatar para minerar, a empresa também fazia reflorestamento. Será que “bordando” figuras num Flash gigante essa mensagem vai ser passada? O próprio Matarazzo falou que o “blá blá blá” sobre as mensagens ficaram escondidos lá embaixo.

    Será que esse retorno está sendo testado? Eu acredito que não. Na verdade se formos testar esse site com usuários eu acho que a maioria não vai entender o que é pra fazer e qual a mensagem que ele quer passar…

    Não sei que realidade da Gringo seria essa onde o objetivo de um site fica em segundo plano, em detrimento de uma pirotecnia qualquer.

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    Aguinelo Pedroso

    Ja sou participandte do evento a 3 anos aqui em Curitiba, ja sou presença confirmada nesta 12° edição, veremos como será o evento aqui em Curitiba, cobertura completa no meu blog.

    Espero que seja melhor que o de Recife.

    Abraço

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    Karlisson

    Concordo contigo em todos os aspectos, Walmar. Outra coisa que me perturbou foi ver notebooks e pc’s com o Internet Explorer 6 rodando. Não vi uma telinha sequer do Opera, Firefox ou qualquer outro browser de vergonha em nenhum outro. Seria isso admissível num evento de profissionais web?

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    Walmar Andrade

    Verdade, Karlisson, reparei nisso lá na hora mas esqueci de comentar. Tirando os Macs, os outros computadores estavam todos com IE 6… que vergonha…

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    Abelardo (asjr)

    Walmar, a idéia do website do desmatamento poderia ser melhor, poderia ser um joguinho menos complicado isto é fato, mais o publico alvo deles é diferente, como ele mesmo falou “os trabalhos não são para tudo mundo ver”.

    Quanto ao IE, falei com um brother meu de cara na primeira palestra, pelo browser da para notar que não segue a linha webstandards heheh

    Por fim, nota 7.

    flw, t+!

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    Helder Santana

    Já assisti uma palestra dele, e notei a sua alta competência em criação.

    Mas do que adianta criar o bonito, se o contéudo está distante.

    O usuário que acessa os sites da gringo encara isso como um passa-tempo, e não como uma fonte de dados.

    Como você prefere ser informado ?

    Por um grupo de pessoas atraentes ?

    ou um grupo de pessoas comunicativas ?

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    Walmar Andrade

    Prefiro ser informado por um grupo de pessoas atraentes e comunicativas, Helder. Beleza e conteúdo não são coisas opostas, então podemos ter ambas. É aí que eu acho que muita gente peca…

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    Brum

    Nao tinha lido o post até o fim quando acessei o site e escrevi “shit” la… pelo menos nao foi “cu”.

    Site ridículo.

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    Maurus Henriques

    Walmar, você resumiu muito bem o ponto em que a organização falhou: “que acabou selecionando três expositores com uma mesma visão da web”. Também percebi isso.

    Foram todos palestrantes de agencias web. Faltou uma diversificação maior.
    Faltou um programador, um estruturalista, ou um empreendedor de algum site de sucesso, proprietário de portais ou sites onde o conteúdo é o rei. :-)

    Mas mesmo assim estão de parabéns pela iniciativa e promoção da sinergia entre profissionais web.

    Abraços!

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    Marcus VBP

    Muito bom o texto cara. Infelizmente eu não pude ir para o evento, mas três pessoas da empresa em que eu trabalho, em João Pessoa, foram, e voltaram se acabando em elogios pelos sites do Matarazzo, apesar dos sites serem pobres em conteúdos e defeituosos no quesito acessibilidade. no site da Gringo, tem um textinho com tamanho 7, provavelmente, e quase que eu nao conseguia ler, e olha que meu grau não é tão grande assim…

    Enfim, pelo o que eles me passaram quando voltaram, foi um evento que realmente ficou devendo.

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    Henrique

    Como já comentei em outro blog…

    “Infelizmente, ninguém percebe que a Internet é protocolo para transmissão de CONTEÚDO. E não uma brochura eletrônica, um novo formato para mídia impressa. Esse povo geralmente se preocupa mais se o layout irá renderizar perfeito no Internet Explorer do que se o site tem algum conteúdo relevante para estar na web.

    É o mesmo caso dos que pensam a web como uma plataforma universal para rodar aplicações. Aí vem com AJAX, RIA, Flash, Silverlight… e fazem cópias do que já existe no desktop. Outra perda de tempo.

    Os sites mais úteis e visitados na Internet são justamente os que focam no conteúdo. Google, YouTube, Del.icio.us, Wikipédia… São sites de alto tráfego, layouts simples, e MUITO conteúdo.

    Mas enfim… o louco sou eu não é mesmo?”

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    Andre Matarazzo

    Galera, gostei muito de ler os comentários acima. Obrigado pelas diversas opiniões a respeito dos sites que fazemos na Gringo.

    Vale lembrar que:

    1) nem todo o site cumpre a mesma função.

    2) “conteúdo” pode ser implícito ou explícito. Quando alguns tocam em “conteúdo” percebo uma idéia antiga da forma que ele pode tomar. E não estou falando em texto versus fotos. O buraco é mais em baixo.

    3) nem todo o site é feito para “todo mundo”. Eu mencionei que nosso clientes preferem, com essas ações (não com absolutamente tudo que fazem) dar muito para menos pessoas.

    4) nem todo o site tem o mesmo objetivo.

    5) o objetivo de um site “viral” é realmente ser “especial” de alguma maneira, gerar conflitos, debates, amores, ódios, etc… não espero de modo algum que todos amem nossos sites e concordem com nossas soluções.

    6) sim, adoro sites quadradões, super funcionais e ultra rápidos, muito inteligentes, que consulto todos os dias e fazem a minha vida muito melhor e mais prática. Mas criar este tido de sites não é o nosso nicho.

    Um abraço a todos.

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    Marcelo Araújo

    Como designer eu acho muito interessante a proposta da gringo… realmente no quesito design agregado a novas experiências eles “mattam” a pau… desculpem o trocadilho. é o nicho deles. e vi que são competentes no que fazem.
    Como usuário eu ainda prefiro sites que priorizam simplicidade e usabilidade, mas sem deixarem de ser interessantes esteticamente. mas também não corro destas novas experimentações, que a meu ver também têm mercado.
    eu sou de BH e já me inscrevi no evento, a ser realizado em julho. e com certeza prestarei muita atenção tanto no ‘matta’ quanto no michel e nos outros. com certeza tem muita contribuição para dar. espero que os participantes possam aproveitar para fazer perguntas de efeito, de visão do mercado, etc… e não sobre os efeitos do flash, photoshop, css…

  23. Imagem do autor do comentário
    RodrigoCL

    De minha opinião, acho perfeitamente inválida uma briga entre um e outro nicho, quando ambos geram a mesma coisa: sites.

    E também a discussão não é se sites quadradões são melhores que sites redondos ou não, mas como os webdesigners se despreocupam com coisas simples, como rapidez, usabilidade, não-uso de padrões que estão aí não é pra acadêmico só ver.

    As coisas têm um balanço. Se vc quer um site de busca, então é simples. Se quer de uma empresa, então use flash. Acho que o problema é a falta deconversa e investimento entre essas 2 áreas, a da arte visual e a da computação.

  24. Imagem do autor do comentário
    Jorge Recife

    Estive presente em 2006 e fiquei bastante curioso quanto a este ultimo encontro. Michel Lent Schwartzman considero um show a parte e realmente deve ter feito a diferença no encontro. Os sites do Matarazzo são bonitos mas na minha opinião pouco objetivos e “vendáveis”, ao contrário do que ele mesmo acredita.

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    Vinícius

    Talvez eu seja um completo idiota, mas entrei no site Gringo.nu e 30 segundos depois de ficar movendo o mouse e ver aquele cubo girar eu sai. Moderno demais pro meu gosto, o que é uma pena. Eu queria ver o portifólio dos caras mas a navegação é bizarra.

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    Kevin Louco

    Acho lamentável que existam pensamentos tão xiitas que tendem a levar pessoas menos experientes a acreditar que sites funcionais são os melhores e os sites em flash by Gringo e North Kingdom são apenas pirotecnia, OU que sites web standard e coisas como acessibilidade são chatas e os sites em flash são a melhor coisa do mundo.

    Isso mostra até a falta de visão dos vários segmentos que existem no mercado.

    Façamos uma analogia com o cinema:
    - Filmes Documentários são muito mais interessantes porque mostram a realidade da vida como ela é! Filmes de ação são apenas efeitos especiais de uma celebridade lutando com seres de computação gráfica!
    - Filmes de Ação são demais! Emoção em imagem e som, que hipnotizam as pessoas não só no cinema, mas aas deixam loucas para ver materiais extras quando o DVD for lançado! Ah, documentários? São um saco….

    Os Xiitas que me perdoem, mas eu adoro sites funcionais E sites com animações insanas.
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Walmar Andrade, 26 anos, jornalista com MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, é diretor executivo da Wenetus Interactive e escreve neste blog sobre:

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