Estou envolvido em um projeto com pessoas que não são especialistas em tecnologia de informação, pessoas que desconheciam dois recursos que estarão presentes no projeto: feeds e tags.
Embora já sejam familiares a quem trabalha com desenvolvimento web, os dois recursos ainda não são tão íntimos do grande público. Depois de explicar o funcionamento de ambos, recebi uma pergunta um tanto quanto perturbadora: por que não traduzir para o português esses termos?
Tentei explicar que o costume no Brasil é usar esses dois termos em língua inglesa mesmo e que se traduzíssemos talvez quem já conhecesse feeds e tags não ligasse os novos nomes aos recursos. Mas eu mesmo não me convenço tanto dessa explicação, afinal se todos usassem os termos traduzidos teríamos um padrão.
Em Portugal eles costumam traduzir os termos mais do que no Brasil. O mouse por exemplo lá é rato e ninguém acha tão estranho. Feeds, tags, browsers, stakeholders, CEO, UX, card-sorting e outros termos são tão presentes que por vezes nem nos damos conta da invasão.
Não tenho exatamente uma opinião formada sobre o assunto. Ao mesmo tempo em que acho que cada país poderia valorizar um pouco mais sua língua, penso que talvez o conceito de países e fronteiras fique ultrapassado com a internet conectando o mundo inteiro e uma língua que fosse o mais universal possível ajudaria bastante nessa conexão.











Eu particularmente também não gosto do uso exagerado de palavras em inglês.
Costumo traduzir tag como categoria. Agora feed é mais complicado, geralmente me refiro apenas como RSS.
sou completamente a favor da tradução, quando é possível fazê-la. assim como disse o Leando Alves, feed é mais complicado. assim como, ainda no mesmo tema, “Upload”, “Login”, “Ok”, “Screenshot” e afins. n’uma coisa que eu insisto muito a traduzir é “navegador”, “diretório”, e “site”.. que sempre escrevo e falo sítio, independente das chacotas que alguns engraçadinhos costumam fazer, do tipo:
- sítio? ha-ha-ha.. e tem vaca e ovelhas?
mas bem. acho que “tags” eu traduziria mesmo como “palavras-chave” ou “etiquetas”. quanto ao “feed”, não sei o que faria. acho que, RSS também.
agora, o insuportável, fugindo do tema, mas sob o mesmo tópico, é: Fulaninha Hair Design (o salão de beleza), Rent a Car (para os carros de alguel) e quaisquer dessas palavras americanóides.
abraço!
Pablo Dias
Acho que pra geeks não existe a necessidade de tradução.
Mas para divulgação, por exemplo dos feeds, seria interessante traduzir, já que é difícil fazer uma pessoa começar a usar RSS (meu pai, por exemplo).
Eu particularmente sou a favor da tradução, se o seu sistema for voltado a um público que não está acostumado com os termos.
Por exemplo. Quando o Orkut ainda era em inglês, os recados eram chamados de scraps. Hoje, mesmo em português, todo mundo continua chamando de scrap. Uns falam /scrép/, outros /iscrápi/, mas o termo continua americanizado.
O problema que a língua oficial da tecnologia também é o inglês. Termos que poderiam ser facilmente entendidos em português podem ser traduzidos.
Agora, nos serviços da Web 2.0 acredito que em geral todos os termos devam permanecer em inglês.
Alguns termos realmente são complicados de serem traduzidos, e quando são, não há um padrão.
Por exemplo: o termo tags em muitos sites no Brasil é traduzido como etiquetas, palavra-chaves (como disse o Pablo Dias, acima) além de rótulos e marcadores. Esse último é utilizado no Thunderbird e no Docs do Google.
é a nossa mania de usar primeiro e entender/nomear depois.
não, não estou condenando ninguém, eu tbm falo mouse, Feeds, Browser,CPU [opa! esqueceram dessa?], RAM, MousePad, site ….
Não só em tecnologia (sim, isso não é privilégio dos geeks] em eletrônica no geral são usados muitos termos em inglês [transistor, por exemplo, pouquíssimas pessoas falam "transístor" - é, tem acento]
Acho que é porque o conteúdo nessas área são mais facéis de achar em inglês, então a gente guarda com esse nome mesmo, por preguiça de traduzir :P
Rapaz… tirando “Lost” que virou “Perdidos” e “mouse” que virou “rato”, eu não vejo muito costume português de traduzir os termos não. Sinto exatamente o contrário.
Há um tempo até comentei com um amigo que também trabalha com patrícios e ele também notou que em Portugal o uso dos termos em inglês são muito mais comuns que aqui no Brasil.
Eu acho que como esses termos chegam por aqui geralmente pelo pessoal da área de TI não há a menor preocupação no meio por fazer a tradução já que todo geek, por exemplo, já está acostumado com as linguagens de programação derivadas do inglês. E outra, na internet ou na web acho que domínio do inglês é inevitável.
Eu acho que certos termos da internet não devem ser traduzidos…
Tipo Feeds, Tags, WEB… Esse tipo de coisa deve ser globalizada sim, como a grande rede o é.
Eu acho que o problema do RSS não é nem o nome, embora essa seja uma questão importante. Mas a usabilidade do padrão mesmo. A tarefa de assinar RSSs ainda é muito mentalidade geek.
Algumas vezes, é apresentado para o usuário um arquivo xml (ou seja, idioma alienígena para o light user). Outras vezes, é apresentado uma página do Feedburner, com uma identidade visual totalmente diferente do site onde o usuário está. Qual é a reação mais provável? Achar que fez alguma coisa errada e apertar o voltar…
[]s!
Na minha opinião a tradução prejudicaria a padronização. Para profissionais e hard users não acredito que a nomenclatura tenha algum efeito negativo, já para os usuários mais leigos pode até ter, mas tal problema poderia ser contornado nas próprias páginas com textos explicativos sobre como utilizar o recurso. Um bom exemplo é “O Globo On Line”. Ao acessar a página o usuário é informado sobre tudo. O que é RSS, por quê assinar e como. A única falha , é que o link RSS aparece em uma barra muito tímida ao lado equerdo do site e com o título RSS. Somente leitores mais curiosos clicarão e muitos não irão nem ler o que se trata. Enfim, o problema não é o nome e sim como informar aos usuários.
A internet é global. A globalização é marcada pelo americanismo. Logo, é natural que alguns termos sejam mantidos no seu idioma original.
Mas poderíamos privilegiar mais nossa língua quando há a possibilidade. Instant messenger, por exemplo, vira comunicador instantâneo com muita facilidade e sem perda de entendimento.
Fico feliz que as pessoas, no Brasil, ainda não digam que vão “googlar” alguém. Nos EUA o verbo “to google” já existe, mas em português fica péssimo e desnecessário.
Eu costumo traduzir os termos não ao pé da letra mas com expressões de facil compreenssão. como Receba atualizações para RSS, para não prejudicar quem está acostumado com os a tecnologia de por acaso não perceber (ou minimizar a probabilidade) que o Receba Atualizações é o RSS que ele ja conhece eu continuo utilizando o ícone padrão.
Anyway (opss), eu acho importante a tradução pois ela contribui para a democratização da web tornando serviços extremamente uteis acessiveis aos light users(opss denovo).
ISSO É OTIMO AMEI
Tah, mas o q é “feeds”?! Falaram d “RSS”, q tb ñ sei o que é..
Ignorância? Sim, mas pode dxar d ser..