Quem deve ser o responsável por construir o wireframe?
Publicado em 16.08.2006 na categoria AI
O wireframe geralmente é entendido como o documento que materializa o trabalho de arquitetura de informação. Elaborar esses esqueletos da interface, no entanto, requer conhecimentos em áreas diversas, como design de interação, usabilidade, acessibilidade e até mesmo webwriting. A pergunta que fica é se é possível deixar todo esse trabalho a cargo do arquiteto de informação.
A multidisciplinaridade é uma característica intrínseca aos projetos web e o arquiteto de informação é o profissional talvez mais afetado por esse relação interdisciplinar. Há inclusive quem defenda que todos devam ser um pouco arquiteto de informação e que este na verdade não seja ninguém para que a produção flua com maior qualidade.
Na questão específica dos wireframes, uma coisa é cobrar que o profissional de arquitetura de informação saiba classificar, organizar, rotular e hierarquizar as informações que formarão o projeto web. Exigir que esse mesmo profissional tenha conhecimentos da ferramenta gráfica para dispor tudo na tela, no entanto, aparentemente foge um pouco do escopo de sua função.
Pensando sobre o assunto, lembrei do tempo em que fui repórter de televisão e a editora do programa em que eu trabalhava, na verdade, não sabia editar. Explicando melhor: A editora fazia dupla com o técnico de edição. Ela dizia onde queria que a imagem fosse cortada, em que trecho entrava a legenda, quando aumentar ou abaixar o som etc. O técnico, no entanto, é quem manipulava a ilha de edição para materializar as indicações da editora.
Talvez essa seja a melhor saída para o caso de arquitetos de informação que não possuam habilidades com ferramentas gráficas. Ele poderia fazer dupla com um designer e indicar como as informações devem ser dispostas na tela, qual o peso de um elemento em relação ao outro, qual a correta disposição dos itens no menu etc.
A vantagem é que teríamos arquitetos de informação mais especializados realmente na função de classificar e organizar as informações. A desvantagem é que seriam dos recursos humanos alocados para uma mesma tarefa, reduzindo um pouco a produtividade.
Wireframes textuais
Uma outra saída é a utilização dos chamados wireframes textuais. Neste caso, o arquiteto de informação redige documentos indicando como deve ser a disposição dos elementos na tela, o destaque dos mesmos e tudo o que for pertinente à função de um wireframe.
O documento pode ser transformado em um wireframe tradicional - caso sejam necessárias discussões com o cliente sobre um esboço gráfico - ou seguir diretamente para o design.





No caso de freelas há o problema em que uma pessoa só é especialista em programação (CMS), design e AI.