Uma arquitetura de informação para dois lados do cérebro
Publicado em 19.12.2006 na categoria AI
Uma boa arquitetura de informação deve privilegiar os dois lados do cérebro. Esta foi a conclusão a que cheguei enquanto refletia como elaborar a arquitetura de um sistema de comunicação relativamente complexo com o qual estou envolvido atualmente.
Não sei se você já ouviu falar, mas reza a lenda que o cérebro é dividido em dois hemisférios, sendo o esquerdo responsável pelo pensamento lógico e o direito o encarregado pela criatividade, pela intuição.
O desafio de criar uma arquitetura de informação que privilegia tanto o pensamento mais linear quanto o mais intuitivo vem sendo vencido nos últimos dois anos com a criação de sistemas de classificação mais modernos do que a secular divisão dentro de recipientes exclusivos.
Mantendo a navegação flexível
Um bom exemplo que pode materializar esse avanço é a abordagem do Google em relação a e-mails versus a abordagem dos mailers tradicionais.
Enquanto nos antigos você tinha que escolher em qual pasta guardar uma mensagem, o Gmail permitiu que o usuário simplesmente colocasse quantas etiquetas fossem necessárias para marcar uma mensagem e facilitar sua localização posteriormente, seja clicando nos labels seja utilizando o poderoso sistema de busca da ferramenta.
Trata-se de um sistema que privilegia tanto quem quer guardar tudo como se fosse pastas quanto quem não tem um pensamento tão linear e prefere vincular uma única mensagem a diversos rótulos.
Talvez os sistemas que pipocam todo dia com o selo de Web 2.0 fossem mais eficientes (ou pelo menos mais abrangentes) se, além da abordagem moderna e diferenciada, mantivesse também uma opção de navegação tradicional para quem acha o sistema antigo perfeitamente funcional.





Walmar, concordo apesar de achar que isso vai depender muito de cada caso porque muitas vezes focar apenas na inovação é fundamental.
Mesmo que o usuário goste do estilo antigo em alguns casos é importante “empurrar” maneiras novas para que a navegação mais proveitosa seja descoberta e beneficie o usuário, como deve ser.