Nem todos enxergam as cores como você

Publicado em 13.01.2006 na categoria Acessibilidade

Neste início de ano, fui incumbido de fazer uma análise minuciosa de todos os sites produzidos pela empresa onde trabalho, para corrigir erros de usabilidade e acessibilidade quando eles forem sendo paulatinamente substituídos por versões web standards ao longo deste ano. Fiquei impressionado com uma constatação: mais de 90% deles possuíam um esquema de cores que deixava os menus ilegíveis para usuários com algum tipo de deficiência visual.

Os daltônicos, por exemplo, possuem dificuldades para distinguir cores primárias, como verde e o vermelho, enxergado, em vez delas, as cores cinza, amarela ou azul. Realizei os testes utilizando uma ferramenta em que você coloca a cor de frente e a cor de fundo e ela analisa o contraste e a diferenciação de brilho. O contraste é tão importante que o W3C possui uma determinação somente para este ponto.

Além do problema do menu, acabei refletindo um pouco sobre a necessidade de que a reação dos links tem de mostrar uma mudança “física” (não achei um termo melhor) e não apenas de cor. Em outras palavras, se um usuário está navegando com o mouse e passa o cursor em cima de um link, não basta ele mudar de cor para indicar reação, pois pode ser um usuário que não diferencie bem as cores.

A solução é aplicar, além da cor, também uma reação no estado do link. O mais comum é que ele fique sublinhado, ou deixe de ficar sublinhado. Também é possível deixá-lo em negrito ou em itálico, mas essas opções acabam empurrando o restante do texto em alguns casos.

Quando pensamos em acessibilidade temos que pensar em um produto final que englobe o maior número possível de usuários, por isso é preciso chegar a um nível de detalhismo extremo para chegarmos o mais perto possível da tal experiência perfeita.

Comentários

#7

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    Fellipe Cicconi

    Não esqueça de falar da coloração do link após uma visita. Este ponto está bastante ligado a usabilidade do site.

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    Thiago Melo

    Interessantíssimo este post.
    Esta é uma preocupação que todos deveriam ter quando desenvolvem os seus projetos e é um ponto de extrema relevância para um designer. Parabéns!

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    Rodrigo Muniz

    Grande artigo Walmar!
    Importantíssimo! Vou passar a me preocupar mais com o contraste da paleta de cores dos próximos layouts. E é uma pena que não se tenha ainda a cultura de dar a devida relevância a acessibilidade.
    Mas as coisas estão mudando.

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    Leandro Vieira Pinho

    Muito bacana o artigo. Importante essa verificação por você realizada.

    E valeu pelas dicas das ferramentas ;)

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    marcel araujo

    Gostaria que vocês me ajudassem pois estou concluindo o 10 periodo de arquitetura e gostaria de opinioes pois penso em fazer meu tfg trabalho final de agraduação relacionado em acessibilidade e cores, talvez vocês tem pesquizas que possam me ajudar. conto com vocês. um forte abraço. Marcel

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    pornosexpic

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Walmar Andrade, 26 anos, jornalista com MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, é diretor executivo da Wenetus Interactive e escreve neste blog sobre:

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