Trabalhe procurando participação nos resultados
Publicado em 21.02.2008 na categoria Finanças
Se alguém me perguntasse qual a principal diferença entre trabalhar como empregado e estar à frente do meu próprio negócio, eu diria que é ser remunerado pelo desempenho e não pelo tempo gasto.
Na maioria dos trabalhos tradicionais, você é remunerado pelo seu tempo. Geralmente contrata-se um empregado para trabalhar oito horas por dia, cinco dias por semana, e ao final do mês pagam-se as 160 horas correspondentes.
Se durante essas 160 horas você faz o melhor possível para o desenvolvimento da empresa e seu colega de mesa passa metade do dia no YouTube e no MSN, ao final do mês os dois vão ganhar a mesma coisa, na maioria dos casos.
Remuneração por desempenho
Quando se está à frente de um negócio próprio, a sua remuneração depende de você. Se você conquistar muitos clientes, ou fechar um gordo contrato, ou fabricar um bom produto, o volume de dinheiro ao final do mês será maior.
Ser remunerado pelo desempenho não é privilégio de empresários. Vendedores, por exemplo, costumam ganhar por comissão. Acredito, no entanto, que todo profissional deveria se colocar numa posição em que pudesse ser remunerado de acordo com os resultados que produz (ou deixa de produzir).
Isso inclusive serve como estratégia de motivação. Se você sabe que a grana na conta no final do mês depende do seu desempenho, não ficará enrolando para fazer um trabalho que precisa ser feito.
É bom tanto para a empresa quanto para o empregado.






Mas o principal problema, que é o cara que fica o dia no youtube e msn, não tem solução.
No caso do vendedor é fácil, pois tem algo que nos diz facilmente como foi o desempenho do profissional, mas como definir o resultado de um programado? De um prestador de serviço?
Se o programador e o prestador de serviços ganham de acordo com seu desempenho, é fácil medir o resultado. Basta olhar a conta bancária deles.
Claro, mas como medir o desempenho de um programador, visto que geralmente se trabalha em equipe?
Acho muito bom esse esquema que tu sugeriu, mas não há um meio de se assegurar que o profissional X trabalhou mais do que o Y, mesmo que isso seja verdade.
Criando etapas e metas ;)
Por exemplo, o programador tem que entregar as telas 1, 2 e 3 até dia X, as telas 4, 5 e 6 até dia Y.
É só ver se o cara entrega tudo em dia, se faz menos ou mais e etc.
Acho a melhor forma de remuneração. Isso motiva muito as pessoas e podem até causar brigas por trabalhos feitos no final de semana e feriados. Causa vontade nas pessoas envolvidas na equipe.
Em alguns momentos as empresas pagam o salário mesmo sem o funcionário ter sido bem aproveitado nas 160 horas.
As empresas deveriam repensar sua forma de remuneração para poder pensar em crescimentos de produção e rentabilidade.
Com certeza não sairia ganhando somente o trabalhador mas a empresa também, com este tipo de motivação. Isso é um caso a se pensar.