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Manter-se fiel à empresa é melhor que ficar de galho em galho

Publicado em 27.08.2009 na categoria Empreendedorismo

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Não sei se é pela própria natureza insatisfatória da vida ou se é porque a grama do vizinho sempre parece mais verde, mas boa parte das pessoas que conheço está sempre de olho em mudar de emprego.

Depois de alguns meses trabalhando no novo emprego, começam-se a perceber os defeitos que qualquer empresa tem e aí o profissional já começa a ficar atento a possíveis oportunidades no mercado. Por vezes, troca de emprego por conta de alguns reais a mais. E logo troca de novo quando surge uma outra oportunidade.

Sei como funciona porque também já fiz o mesmo. Quando fui contratado pela SX Brasil em 2005, pediram-me uma expectativa salarial. Acabei sendo contratado por um valor que era 20% do que o que eu havia sugerido. Aceitei por que era o que eu tinha em vista, mas logo comecei a ficar de olho em outras empresas.

Depois de alguns meses, tomei uma decisão que foi uma das mais acertadas que já tive. Já que eu estava na empresa, decidi dar o meu melhor para fazer merecer um salário e um tratamento melhor em vez de ficar procurando outro emprego para começar tudo de novo. O resultado é que estou até hoje com a SX Brasil, hoje cliente e parceira da Wenetus. A relação é tão boa que a SX está bancando parte dos meus estudos em Barcelona para que eu aplique o que aprenda nos seus projetos de Comunicação Digital. Não tenho nem como agradecer tanto reconhecimento.

Quando parei de procurar emprego e foquei em crescer profissionalmente, naturalmente surgiram propostas para sair. Só que por esta época a situação já tinha melhorado e eu recusei todas. Algumas até eram financeiramente mais vantajosas, mas na minha visão não é apenas isso que decide.

O conselho que deixo depois de ver tanta gente cometendo o mesmo erro é: você provavelmente pode ter o salário e as condições que quiser sem precisar sair da empresa em que está atualmente. Se você tornar-se um profissional valioso, capaz de gerar R$ 2 milhões para a empresa, garanto que o empregador não vai hesitar em dar um salário de R$ 1 milhão. Se ele hesitar, você estará em um nível tão bom que poderá abrir o próprio negócio ou negociar sua ida para outra empresa.

Essa é uma estratégia mais inteligente do que passar o dia olhando outras empresas, jogando o jogo do “como seria se eu estivesse lá”. Toda empresa tem seus defeitos em seu ambiente de trabalho (ok, talvez o Google não tenha). Ficar pulando de uma para outra por causa de cem reais a mais só vai deixá-lo em um patamar de conhecimento mediano e com uma fama de pouco confiável no mercado. Pense nisso.

25 Comentários

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    Walmar Andrade

    No Fator W: Manter-se fiel à empresa é melhor que ficar de galho em galho:
    Não sei se é pela própria.. http://bit.ly/204Cdv

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    Walmar Andrade

    No Fator W: Manter-se fiel à empresa é melhor que ficar de galho em galho:
    Não sei se é pela própria.. http://bit.ly/204Cdv

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    Walmar Andrade

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    julianotheiss

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    Wilson Cordeiro

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    Jonatan da Costa

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    ramonvictor

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    Leonardo Carlos

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    Wilson Cordeiro

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    Jonatan da Costa

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    Gevã Schaefer

    “Se você tornar-se um profissional valioso, capaz de gerar R$ 2 milhões para a empresa, garanto que o empregador não vai hesitar em dar um salário de R$ 1 milhão.”

    Conheço gente que não só hesitaria como lhe daria e o devido valor apenas quando estivesse saindo. Os dinossauros não só ainda não estão extintos como se reproduzem por baixo de toda a fachada de progresso administrativo.

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    Renan Alex

    Essa é uma visão bastante interessante, principalmente para quem está numa posição de sócio-gerente, mas eu peço licença para discordar, veja bem (1º veja bem), existe uma coisa em economia, que aliás é uma das mais importantes implicações dessa ciência, que diz: as pessoas reagem a incentivos e tomam decisão com base, dentre outras coisas, nas expectativas. Sendo assim, por que pular de galho em galho? Por que não contribuir para o crescimento da empresa em que se encontra? Bem, procurar por outro emprego é o primeiro sinal que os incentivos dentro dessa instituição estão indo na direção errada, a começar pelo salário, passando pela falta de atenção ao crescimento e importância desse num objetivo maior da empresa, caso que pode ter ficado evidente para você, mas que na maioria das pequenas e médias empresas passa desapercebido. Suponha que você diga: “não quero saber se o salário é baixo, quero ajudar no crescimento e no futuro ser recompensado”, veja que na ausência dos incentivos corretos a decisão está se baseando numa expectativa de melhora, porém em pouco tempo se essa recompensa “$$” não se torna efetiva, não apenas frusta quem esperava algo, como também leva esse alguém a procurar um novo ambiente, pois um tapinha nas costas, um parabéns pode até massagear nosso ego, mas o que nos torna mais saudável, mais competitivo e num padrão mais elevado de vida, não são palavras e sim uma remuneração que esteja de acordo com o capital humano acumilado e aplicado nessa empresa. Eu no seu caso não hesitaria em rejeitar a proposta, pois sou concluinte de economia pela UFPE, me qualifiquei e estou partindo para um mestrado, não para que me ofereçam 20%, e da mesma forma que você acho que tomei a decisão mais sábia pois, existe um hall de empresas capazes de reconhecer o seu valor inicial e pagam pra ver o seu valor final, a diferença está onde você está e onde você quer chegar.

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    Renan Alex

    Essa é uma visão bastante interessante, principalmente para quem está numa posição de sócio-gerente, mas eu peço licença para discordar, veja bem, existe uma coisa em economia, que aliás é uma das mais importantes implicações dessa ciência, que diz: as pessoas reagem a incentivos e tomam decisão com base, dentre outras coisas, nas expectativas. Sendo assim, por que pular de galho em galho? Por que não contribuir para o crescimento da empresa em que se encontra? Bem, procurar por outro emprego é o primeiro sinal que os incentivos dentro dessa instituição estão indo na direção errada, a começar pelo salário, passando pela falta de atenção ao crescimento e importância desse num objetivo maior da empresa, caso que pode ter ficado evidente para você, mas que na maioria das pequenas e médias empresas passa desapercebido. Suponha que você diga: “não quero saber se o salário é baixo, quero ajudar no crescimento e no futuro ser recompensado”, veja que na ausência dos incentivos corretos a decisão está se baseando numa expectativa de melhora, porém em pouco tempo se essa recompensa “$$” não se torna efetiva, não apenas frusta quem esperava algo, como também leva esse alguém a procurar um novo ambiente, pois um tapinha nas costas, um parabéns pode até massagear nosso ego, mas o que nos torna mais saudável, mais competitivo e num padrão mais elevado de vida, não são palavras e sim uma remuneração que esteja de acordo com o capital humano acumilado e aplicado nessa empresa. Eu no seu caso não hesitaria em rejeitar a proposta, pois sou concluinte de economia pela UFPE, me qualifiquei e estou partindo para um mestrado, não para que me ofereçam 20%, e da mesma forma que você acho que tomei a decisão mais sábia pois, existe um hall de empresas capazes de reconhecer o seu valor inicial e pagam pra ver o seu valor final, a diferença está onde você está e onde você quer chegar.

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    Aurélio Barbato

    Certamente, suas reflexões procedem; minhas observaçõe, ao longo da carreira, ratificam o que voce sabiamente condensou;
    Concordo também com Gevã Schaefer, que os dinossauros permanecem onde menos se suspeita;
    O Renan Alex demonstra muito bom senso em suas considerações; concordo que existem empresas com sensibilidade e perspicacia para reconhecer o potencial do profissional e que estão dispostas a apostar no desenvolvimento de qualificações, capacidades e habilidades.

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