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Dois anos de Wenetus, o que mudou de 2007 para cá

Publicado em 9.07.2009 na categoria Empreendedorismo

Neste sábado, 11 de julho, a Wenetus completa dois anos de existência. Utilizo essa data exata por que é a que aparece no CNPJ, mas na verdade a ideia da empresa surgiu uns 6 meses antes a partir de uma conversa com o hoje sócio Rodrigo Muniz.

Não farei aqui um balanço da empresa, pois isso seria assunto mais para o Blog da Wenetus do que para o Fator W. Este post é mais para falar sobre o que mudou de 2007 para cá, o que deu para continuar fazendo e do que tive que abrir mão e como está sendo a experiência de montar uma empresa, alugar sala, contratar gente, gerir negócios etc.

Brincando de ser empresário

Primeiro, a pergunta que todo mundo me faz: como é abrir uma empresa, lidar com a burocracia, contabilidade, recursos humanos, etc. A minha resposta, para surpresa de muitos, é que a parte que parece complicada é mais simples do que eu pensava. E a parte que eu acreditava ser mais simples, é muito mais complicada.

Vivemos escutando que no Brasil a burocracia é muito grande, que os impostos são impeditivos, que é preciso muito dinheiro para ter uma empresa e quejandos. Não encontrei muito disso na prática. Abrir a empresa foi tão simples quanto encontrar um contador, um endereço comercial e formular um contrato social.

Vale lembrar que andamos bem devagar no início. Alugamos um escritório virtual, terceirizamos a gestão empresarial e nem nossos empregos largamos direito. Rodrigo continuou prestando serviço para a empresa portuguesa para a qual trabalhava e eu me mantive em meio período na equipe da SX Brasil.

Só quando a Wenetus completou um ano foi que contratamos um estagiário – hoje funcionário – e montamos a sala no Porto Digital.

Quanto a impostos e burocracia, não foi nenhum bicho de sete cabeças. Com alguns meses já dá para entender como funcionam as cobranças, como calcular o que vai sobrar. Algumas planilhas e o hábito de registrar tudo o que entra e sai permitiram que até agora a empresa vivesse bem das pernas. Se não nadamos em dinheiro, também não contraímos nenhuma dívida nem nunca atrasamos um pagamento.

Já o que eu achava que seria mais simples – gerenciar uma equipe para produzir sites e peças interativas – é que se mostrou bem mais complicado. Nesses dois anos, nós colocamos no ar 72 projetos, uma média de três por mês. Tivemos problemas para lidar com equipe no princípio e ainda hoje apanhamos em mensurar quantidade de gente e quantidade de trabalho. Mas aos poucos estamos melhorando.

O que mudou de 2007 para cá

A internet de 2007 para cá tornou-se bem mais social. Quando abrimos a empresa, estava-se encerrando fase áurea dos blogs. Hoje em dia, muitos deles – incluindo o Fator W – parecem estar em silêncio, escutando o que se conversa no Twitter. O microblog foi mesmo a grande mudança que aconteceu neste período.

No mercado local, temos visto as agências de publicidade e propaganda se interessarem mais por web, mesmo que suas equipes ainda sejam um pouco carentes em entender que internet não é televisão.

Não dá para esquecer também que tivemos a “sorte” de abrir a empresa logo antes de estourar uma das maiores crises econômicas dos últimos tempos. Felizmente não fomos muito afetados, os trabalhos continuaram aparecendo.

Falando neles, outro ponto que muita gente pergunta é como nós fazemos a prospecção dos trabalhos. Na verdade, nós não fazemos. Não sei explicar bem como, mas o fato é que desde que abrimos e fomos colocando os primeiros projetos no ar, um cliente foi indicando outro, isso rendeu algumas parcerias com outras empresas, e até hoje recebemos os projetos dessa forma. Ainda não tivemos que sair às ruas atrás de clientes, mas não hesitaremos em fazer isso quando for necessário.

O que tive que abrir mão e o que deu para continuar fazendo

O início da empresa foi a fase mais dura de enfrentar. Por sorte, também foi a fase em que a motivação estava mais nas alturas, então as coisas se equilibraram. No princípio, era apenas eu, o computador de casa e um telefone.

Em certa época chegamos a ter uma equipe com quatro pessoas, cada uma com sua especialidade, e a quantidade de trabalho começou a se equilibrar melhor. Atualmente estamos em uma fase dura novamente e, mesmo com quatro pessoas trabalhando, temos duas vagas abertas e no eterno dilema de tentar acertar a quantidade de trabalho a aceitar e a capacidade de produção.

Coisas que procurei não abrir mão desde o princípio foram a saúde e o namoro. Outras acabaram ficando de lado, incluindo tempo livre, estudo e o próprio Fator W.

Quando me perguntam se valeu a pena, eu digo que sim, embora tenha hoje uma visão menos glamourosa da coisa toda. A ralação de quem é proprietário – pelo menos no caso da Wenetus – é igual ou maior de quem está prestando serviço para a empresa. E ainda é preciso enfrentar tarefas para as quais não tenho lá muita vocação, como atendimento e vendas.

Vamos ver como se desenvolve a terceira temporada.

11 Comentários

  1. Imagem do autor do comentário
    Walmar Andrade

    No Fator W: Dois anos de Wenetus, o que mudou de 2007 para cá: Neste sábado, 11 de julho, a Wenetus c.. http://tinyurl.com/lq4fyu

  2. Imagem do autor do comentário
    Carlos H Junior

    Parabéns pelos dois anos da Wenetus. Muito sucesso!!

  3. Imagem do autor do comentário
    Thalis

    É isso aí. Vida longa para todos.

  4. Imagem do autor do comentário
    Fred``

    Fala Walmar!
    Assino o feed do Fator W há bastante tempo e acho que nunca comentei nenhum post seu. Mas este eu meio que me senti na obrigação de comentar.
    No início do ano que vem, a idéia de abrir uma empresa própria vem se tornando cada vez mais forte. E é impressionante a quantidade de casos de sucessos que eu leio de pessoas “próximas” (entenda perto como feeds, twitters e amigos) . O discurso é quase sempre o mesmo: com muito suor e garra chegamos lá.
    Posts como este seu me dão mais força de começar a tentar. E logo!
    Parabéns pelo sucesso. Abração!

  5. Imagem do autor do comentário
    Enoch Filho

    Parabéns e muitos anos de vida à Wenetus!

    É bom quando grandes passos são planejados, executados, e ainda se encontra espaço para o aprendizado!

  6. Imagem do autor do comentário
    Rodrigo Lima

    Caro amigo Walmar,

    Ótima síntese dos primeiros dois anos de Wenetus, enfrento as mesmas dificuldades e partilho dos mesmos sucessos desde 2006 com a minha W7. Ser empresário no Brasil, ainda mais no Nordeste, não é coisa de outro mundo mas é um caminho deveras tortuoso. A motivação tem que estar nas alturas sempre, pois nossa equipe reflete 100% nosso ânimo, otimismo, vitórias e derrotas.

    Grande Abraço, Sucesso!

  7. Imagem do autor do comentário
    Vinicius

    Ouvir que a parte burocrática não foi um grande problema sem dúvida é um estímulo para quem busca seguir esse caminho.

    Parabéns e sucesso!

  8. Imagem do autor do comentário
    Wellington

    Ótimo post, parabéns e muito sucesso !!!

  9. Imagem do autor do comentário
    Vicente Russo

    Ótimo post!

    Assim como você passou, eu também estou passando pelas mesmas dificuldades do início, afinal estou com apenas 6 meses de empresa aberta. Eu acho que se eu fosse fazer um post desse, seria praticamente identico, no quesito burocracia e administração de equipe principalmente.

    Sucesso :)

  10. Imagem do autor do comentário
    Tiago da Costa

    Texto bacana do Walmar Andrade com uma pequena reflexão sobre o que aconteceu desde que virou empresário http://icio.us/gjkd0e

  11. Imagem do autor do comentário
    Tiago da Costa

    Texto bacana do Walmar Andrade com uma pequena reflexão sobre o que aconteceu desde que virou empresário http://icio.us/gjkd0e

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