O Soçobro
Publicado em 8.03.2007 na categoria Contos
Um ano se passara e finalmente estavam a sós entre quatro paredes novamente. Fabrício relembra, como se ontem fosse, o pedido de espera dela. Irresistível em sua armadura de seda.
A distância, contudo, havia feito a paixão se diluir dia após dia. Agora Soledade estava ali, em frente a ele, dúbia como uma banana-maçã. Poucos minutos foram precisos para elucidar a incerteza de todos aqueles meses.
Soledade saiu do quarto. Sua imagem, no entanto, ficou na retina de Fabrício. A raiva era tão imensa que ele sorriu. Seus olhos se encheram d’água. E Soledade morreu afogada.







