Publicado em 4.07.2008 na categoria Empreendedorismo

Não sei qual o percentual dos leitores do Fator W que acompanha futebol, mas todos devem ter pelo menos ouvido falar da perda do título da Libertadores do Fluminense para a LDU do Equador, nos pênaltis, depois de reverter uma desvantagem de dois gols. O dia seguinte foi repleto de gozações de torcedores rivais ao time e, principalmente, ao treinador tricolor Renato Gaúcho.
O motivo de tanta gozação foi o excesso de confiança e a tagarelice de Gaúcho no intervalo de tempo entre o primeiro jogo - em que o time saiu derrotado por 4×2 - e o jogo decisivo. O técnico até justificou seus atos, perguntando ao público algo do tipo “vocês queriam que eu dissesse que íamos perder?”. Leia o texto completo
Publicado em 18.06.2008 na categoria Empreendedorismo

Mais um post da série de filosofias de botequim. Outro dia me peguei pensando porque diabos uma mulher apelidada de Melancia e que foge dos padrões atuais de beleza consegue desbancar tantas outras musas e se tornar a Playboy mais vendida do ano. A conclusão a que cheguei foi a de que esse fenômeno é apenas mais uma demonstração do poder que “o povo” tem no Brasil.
Os tais padrões de beleza são impostos de cima para baixo: vêm dos desfiles de moda, das novelas e das revistas. São aquelas pessoas saradas e bronzeadas em que praticamente não achamos nenhum defeito, tendo como símbolo máximo Gisele Bündchen. A questão é: você já encontrou alguém assim na rua? Agora quantas Mulher Melancia (ou Mulher Moranguinho, Mulher Jaca, Mulher Samambaia etc.) você já viu andando nas ruas do centro da cidade?
O povo parece querer consumir produtos com os quais ele se identifica mais e não com aqueles que as pessoas “de cima” tentam impor. Talvez por isso alguns produtos que tinham tudo para ser um estrondoso sucesso acabam fracassando nas vendas, porque foram feitos apenas a partir da mentalidade de quem os criou. Se estivéssemos falando de desenvolvimento web, seria um problema de falta de foco no usuário final. Leia o texto completo
Publicado em 5.06.2008 na categoria Empreendedorismo

O assunto liderança é um dos mais importantes quando se analisa o sucesso ou não de um empreendimento. Infelizmente, justamente por ser tão importante, escreve-se muita besteira sobre o assunto, deixando de lado conceitos de administração para dar lugar ao que chamo de “iuhús motivacionais”.
Do meu ponto de vista - formado a partir do que já estudei sobre o assunto - existem dois extremos de liderança: aquela em que o líder preocupa-se sobretudo com a missão empresa, buscando para isso formar uma equipe excelente, e aquela em que o ego do líder fala mais alto, um modelo batizado por Jim Collins de “um gênio com mil auxiliares”.
O segundo caso é fácil de exemplificar e vou usar o exemplo de Steve Jobs como referência. Para identificar se o modelo de liderança é deste segundo tipo, basta tentar imaginar como será o futuro da empresa quando esse líder morrer ou se aposentar. Se é algo difícil de se imaginar, então provavelmente estamos no segundo caso. Leia o texto completo
Publicado em 30.05.2008 na categoria Empreendedorismo

Quem assistiu ao filme Piratas do Vale do Silício deve lembrar de ter visto no final do filme Steve Jobs reclamando que Bill Gates havia copiado o sistema operacional deles e que o produto deles era muito melhor. A resposta de Gates foi algo do tipo: “Você ainda não entendeu, Steve? Isso não tem a menor importância”.
Quando estamos de fora, temos a crença de que o produto é o fator determinante para o sucesso ou insucesso de uma empresa. Depois de estudar um pouco mais a fundo o empreendedorismo, entende-se que o produto é apenas um dos fatores que fazem uma companhia ser bem sucedida ou não (o caso Windows e Microsoft é emblemático).
Um diagrama que eu gosto muito é o do Triângulo D-I (as letras vêm de Dono e Investidor), que é apresentado pelo autor Roberto Kiyosaki no livro O Guia de Investimentos. Leia o texto completo
Publicado em 19.05.2008 na categoria Empreendedorismo

Antes de eu abrir a Wenetus, se alguém me perguntasse qual é o ponto mais complicado para se manter uma empresa, provavelmente eu diria algo como contabilidade, impostos, controle de horas ou algo do tipo. Hoje, passados dez meses como empreendedor de fato, posso responder sem titubear: o ponto mais complicado para se manter uma empresa é lidar com pessoas.
Eu já havia lido essa frase em diversos livros, mas sempre achava que a parte administrativa era a mais complicada. Ledo engano. Com um pouco de prática, hoje já tiro de letra pagamento de impostos, planilha de fluxo de caixa, elaboração de propostas e contratos etc. Leia o texto completo