Minhas primeiras impressões de Barcelona: mobilidade, sujeira, parques e estrangeiros
Neste post vou deixar de falar um pouco da minha aventura por aqui e falar mais da cidade de Barcelona (ou pelo menos das minhas primeiras impressões sobre a mesma).
Estou aqui há três semanas e algumas coisas tem me agradado muito, outras nem tanto. Vale salientar que é a primeira vez que saio do Brasil e, mesmo lá, não conheço tantas cidades (fora as de Pernambuco, só conheço Brasília, Curitiba, Salvador, Balneário Camboriú, Maceió, João Pessoa, Natal e Fortaleza). Então essas não são as impressões de um experiente viajante, e sim de um marinheiro de primeira viagem.
O primeiro ponto que me impressionou aqui em Barcelona foi a mobilidade urbana. A cidade toda é muito bem comunicada através de metrô, trem e ônibus – todos muito bem integrados. Com uma passagem única chega-se a praticamente qualquer lugar da cidade em alguns minutos. Além da abrangência, o transporte é muito pontual e não fica muito lotado.
Ainda há a alternativa do que eles chamam aqui de Bicing, um sistema de transporte baseado em bicicletas. Existem vários pontos de Bicing espalhados pela cidade. Pelo que percebi, você paga uma taxa anual de 30 euros e ganha um cartão para retirar uma bicicleta de qualquer desses pontos. Você pode pedalar nela por um determinado período de tempo e deixar em outro ponto, perto do local para o qual você queira se deslocar.
Há muitas ciclovias na cidade. Elas ficam em sua maioria nas calçadas, que são bastante largas. Assim, diminuem-se os riscos de acidentes com os carros. As pessoas não costumam usar capacetes ou outros equipamentos de proteção quando estão no Bicing ou em suas bicicletas próprias.
Falando agora de um aspecto negativo, a cidade é muito mais suja do que eu esperava. É mais ou menos no mesmo nível do Recife. Para piorar, há muita pichação por aqui (não é grafite, é pichação mesmo), o que enfeia bastante a cidade. O lixo de casa vejo as pessoas separando e colocando nos tonéis recicláveis, mas lixo pequeno quase todos estão jogando nas ruas mesmo.
Os parques, por outro lado, são bonitos e bem cuidados. Há muitos deles. Estou morando ao lado do que acredito que seja o maior, porque até hoje não consegui conhecê-lo todo. Bom para quem tem cachorro (quase todo mundo aqui parece ter um) e para quem gosta de praticar corrida ou outros esportes ao ar livre.
No mais, a cidade é repleta de lojas de rua, pequenos mercados (não há muitos grandes supermercados, como no Brasil), muitos (e caros) restaurantes e gente de todos os lugares do mundo (vejo muitos orientais, árabes e eslavos).
Aos poucos estou conhecendo alguns pontos turísticos. Já entrei em algumas roubadas e conheci lugares interessantes, mas isso já é assunto para outro post.








@4o parágrafo = Lembro que li não sei mais onde que dentro da UNB tem um esquema parecido, só que sem custo claro. Achei fantástico! Aliás acho muito boas essas iniciativas que envolvam “transporte limpo”.
RT @walmarandrade http://bit.ly/21UpkU