A Lei do Triunfo, de Napoleon Hill
Publicado em 30.04.2008 na categoria Resenhas
O norte-americano é obcecado pela idéia de sucesso. Tanto é que, pelo que vemos nos filmes, um dos maiores xingamentos que se pode fazer a um americano é chamá-lo de loser, perdedor.
Andrew Carnegie (1835 - 1919), um dos magnatas do aço dos Estados Unidos (sim, o mesmo que da nome ao Carnegie Hall), começou a refletir sobre o assunto e se perguntou se não haveria uma fórmula para atingir o tão almejado sucesso. Sendo ele mesmo um cara que veio do ano e se tornou um dos homens mais poderosos de sua época, Carnegie então contratou um jovem pensador chamado Napoleon Hill para entrevistar pessoas bem-sucedidas e tentar traçar denominadores comuns que levassem a tal sucesso.
Quando digo entrevistar pessoas bem-sucedidas não quero dizer que ele falou com cinco ou dez milionários e pegou “dicas quentes”, como fazem periodicamente revistas e jornais para matérias sobre “como ser bem sucedido”.
Napoleon Hill passou nada menos que 20 anos (entre 1908 e 1928) entrevistando e pesquisando as 16 mil pessoas mais ricas e poderosas do mundo para tentar traçar aquelas que seriam as atitudes que levam uma pessoa ao sucesso, sobretudo no mundo dos negócios. Entre elas Thomas Edson, Alexander Graham Bell, George Eastman (da Eastman Kodak), Henry Ford, John Rockfeller, Theodore Roosevelt, Willian Taft (27º Presidente dos Estados Unidos) e Woodrow Wilson (28º Presidente dos Estados Unidos).
O resultado do trabalho foi um curso em 16 lições chamado no Brasil de Lei do Triunfo, que deu origem a um livro de mesmo nome publicado pela primeira vez em 1930.
Minhas considerações sobre a Lei do Triunfo
Tomei conhecimento do livro A Lei do Triunfo aqui mesmo no Fator W, através de um comentário do leitor Felipe Almeida na resenha do livro Os Segredos da Mente Milionária.
Imediatamente procurei o livro para comprar. Como se trata do resultado de uma pesquisa extensa, o livro é bem parrudo: são 736 páginas explicando quais são e como aplicar os 16 princípios que Hill concluiu em sua pesquisa estarem presentes na vida da maioria dos 16 mil bem-sucedidos entrevistados, a saber:
- Associação com outras pessoas com o mesmo perfil de pensamento
- Objetivo principal definido
- Confiança em si próprio
- Hábito da economia
- Iniciativa e liderança
- Imaginação
- Entusiasmo
- Autocontrole
- Hábito de fazer mais do que a obrigação
- Personalidade atraente
- Pensar com exatidão
- Concentração
- Cooperação
- Fracasso
- Tolerância
- Fazer aos outros aquilo que quer que seja feito a você mesmo
Eu gosto bastante de livros antigos, sobretudo pela linguagem que é utilizada (no caso, pelo tradutor). Achei o livro muito bom, embora não acredite exatamente na idéia de fórmula.
Por fim, endosso o que o Felipe Almeida falou no comentário. Muitos dos livros que surgiram depois e que são lançados até hoje como grandes novidades baseiam-se muito - muito mesmo - nos resultados da pesquisa feita por Napoleon Hill. Melhor, então, beber direto na fonte.






JURA que você conseguiu ler tudo isto? rs
O Andrew Carnegie é citado bastante no liro do Dale Carnegie (Como fazer amigos e influenciar pessoas) e não sabia desta ligação dele com a pesquisa do Napoleon.
Um dia eu lerei ele, só falta a coragem…rs
Abraços
Excelente dica Walmar! Estou mesmo investigando minha próxima leitura, e acho que será este livro (bah, cada vez gasto mais com livros).
Muito boa a resenha ao meu entender.
Grande abraço.