A peleja da produtividade com a felicidade
Publicado em 18.03.2008 na categoria Produtividade
Seguir uma metodologia como o GTD e preocupar-se com aspectos da produtividade como lista de hábitos, gerenciamento do tempo e quejandos é extremamente benéfico para a vida profissional. Porém, pode se tornar pernicioso se começa a afetar a satisfação pessoal.
Uma das coisas já comprovadas é que uma pessoa satisfeita produz melhor. Acredito que é por isso que empresas com um regimento interno menos rígido tem mais chances de manter recursos humanos e conseguir taxas altas de produtividade. Se regras impostas começam a afetar o bem-estar, mesmo que originalmente criadas para aumentar a produção, o resultado pode ser desastroso.
O mesmo vale com as regras que nós aplicamos a nós mesmos. Como escrevo muito sobre isso, pode às vezes passar a impressão de que sou um robozinho que segue todos esses fluxogramas, dicas e técnicas rigidamente e sem exceções. Na verdade, atualmente estou longe disso, mas para aprender tive que errar bastante.
Encontrando o equilíbrio
Quando percebi que algumas das regras que eu mesmo estava me impondo causavam uma certa insatisfação, apesar de seus motivos nobres, comecei a relativizá-las ou mesmo excluí-las.
O que faço atualmente para encontrar um equilíbrio é, quando tomo conhecimento de uma nova técnica ou algo do tipo, decido experimentá-la por cerca de 21 dias para analisar o custo/benefício.
Se acho que vale a pena, eu incorporo. Se não, simplesmente jogo fora e continuo fazendo o que aumenta a produtividade e ao mesmo tempo traz satisfação.
Tenho um problema sério em acreditar que as empresas com um regimento interno menos rígido tem mais chances de manter recursos humanos e conseguir taxas altas de produtividade. Acredito que para isso acontecer e equipe tem que ser muito coesa e que entendam perfeitamente as regras de compliance da empresa. Todas as vezes que abrimos uma exceção abrimos um precedente, e senão tivermos pulso forte pode virar bagunça.