O custo de uma animação
Publicado em 24.09.2007 na categoria RIA
O uso do Flash para desenvolvimento de todo um site (os famosos sites 100% Flash) vem, na minha percepção, diminuindo um pouco. Cada vez mais os desenvolvedores parecem se conscientizar do lugar que o Flash e outros recursos multimídia devem ocupar dentro de um projeto web.
A maioria das pessoas concorda que o Flash deve ser usado naquilo que ele faz bem: infográficos que necessitem de animação, players de vídeos, banners publicitários e outros recursos do tipo.
Apesar disso, muita gente ainda acredita que uma certa animação em algum ponto do site, mesmo com caráter ornamental, ainda é essencial para dar um tchan no “impacto visual” do projeto.
O que vemos muito, então, são áreas em Flash que ficam passando alguns destaques do site, como no site da Elastic Digital.
Supondo que haja mesmo esse acréscimo no impacto visual do site, a que custo isso é obtido? Quais os contras de se utilizar uma animação desse tipo em um site construído seguindo web standards?
Os custos
Na minha opinião, o principal custo diz respeito à usabilidade e à acessibilidade. Só de usar uma peça desse tipo, você já está obrigando o usuário a ter: banda larga, plugin do Flash Player instalado e mouse.
Outra questão fundamental é o tempo de resposta do site. Os estudos da Nielsen Norman Group mostram que o usuário tem cerca de 42 segundos para ser fisgado por um site. Se esse tempo é desperdiçado para uma ornamentação, o custo final pode ser bastante alto.
Por fim, há o fenômeno do banner blindness, que não pode ser ignorado. Uma peça desse tipo parece muito com um banner, então existe o risco de o usuário simplesmente ignorar aquilo que justamente é preciso dar mais atenção no site (supondo, claro, que ali estão os principais destaques do projeto). Parece-me ser um custo bastante alto para arriscar o sucesso de um projeto web.





“Na minha opinião, o principal custo diz respeito à usabilidade e à acessibilidade. Só de usar uma peça desse tipo, você já está obrigando o usuário a ter: banda larga, plugin do Flash Player instalado e mouse.”
Também acho que o uso do Flash em sites inteiros vem diminuindo (graças a Deus) e esse parágrafo que selecionei deve convencer os chatos que o fazem a desistirem.
Ótimo artigo, Walmar! :)
Na página Sobre está escrito 24 anos e no rodapé 25. :)
Além dos cegos não terem a possibilidade de interpretar, o flash não roda em Linux 64bits, Open Solaris e etc (fora os dispositivos móveis).
Já tive que sair de uma agência por não querer trabalhar somente com essa ferramenta. Sempre me falavam lá ,que aprender flash era o mínimo mercado.
Seria incompetência eu não querer me aprofundar nele?
Muito bom esse seu post Walmar.
Viva a acessibilidade e usabilidade!!
Já fiz uso do Flash de maneira “errada”, a criação de sites completos em Flash e excluir uma porcentagem muito grande da população.
Compartilho do seu ponto de vista, mas não concordo que os custos sejam necessariamente esses. Usando scripts como o UFO é possível inserir um Flash na página sem matar a acessibilidade para deficientes visuais. Além disso, o Flash só seria carregado depois que o resto do site já estivesse terminado de carregar. Se a animação for ornamental, o conteúdo e a navegação já poderão ser usufruidos mesmo sem ele.
Vi uma pesquisa que o banner blindness existe, mas não é totalmente despercebido. Em ações de branding o banner ainda pode ser útil para exposição de marca. Seria como dizer que marcas nas laterais dos campos de futebol não funcionam, o que não é bem verdade.
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Tem outra coisa que queria te perguntar que não tem muito a ver com o assunto… Fui fazer uns testes no site de um cliente usando as heurísticas de Nielsen e vi no Useit.com que ele irá lançar suas novas heurísticas em um evento em novembro. Vi que você citou o livro mais recente dele aqui no blog e queria saber se você já o leu. Pois já que o livro recente pensei que as novas heurísticas pudessem estar nele. E se não estiverem, que sacanagem dele em lançar um livro poucos meses antes de lançar suas novas heurísticas!
Rafael,
Eu li o livro. Na verdade, ele atualiza as heurísticas antigas mostrando o que continua muito importante, o que já não é mais tão importante e o que deixou de ser problema.
Essas heurísticas que você viu que ele vai lançar em novembro devem ser novidades não-presentes no livro. Não é tão sacanagem assim, pois o livro foi lançado no começo de 2006, não é tão recente.
Também concordo que é um absurdo… onde já se viu obrigar o usuário a utilizar um mouse!!!
Normalmente não utilizo sites em 100% flash mas muitas vezes faço com flex, principalmente sites que facilitem a vida através de assicronismo ao invés de usar ajax (que é extremamente trabalhoso e instavel em questão de navegadores) utilizo o flex.
Quanto a questão do player, 93% dos computadores possuem o flashplayer 9 instalado, e outro ponto é que nunca tive um cliente onde seu site tivesse como bublico alvo pessoas que não utilizem mouse…. quanto a acessibilidade desde o flash 7 já está disponível para quem quiser usar, não usar é problema de quem faz.
Usabilidade depende de que tipo de projeto estamos falando… é impossível fazer um site 100% interativo usando apenas html… se for usar JS, com certeza o prazo vai estourar….
Um site em flash, bem feito não passa de 70kb seu swf… então não é tão obrigatório banda larga…. Vejam quantos KB tem uma biblioteca Js como o prototype ou até mesmo o spry da adobe…. no minimo 70kb.
algumas pessoas ainda tem medo do futuro…
viva a era do flash!!