O Ponto de Desequilíbrio: Como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença
Publicado em 25.06.2007 na categoria Empreendedorismo, Resenhas
Por que um vídeo de uma nutricionista gaguejando espalha-se tão rapidamente na internet enquanto um vídeo produzido não deslancha? Por que produtos como o iPhone recebem tanta atenção das massas enquanto outros lançamentos passam despercebidos? Resumindo: por que algumas idéias, comportamentos ou produtos deflagram uma epidemia e outros não?
O Ponto de Desequilíbrio que deflagra essas epidemias é o assunto do estudo de mesmo nome feito pelo jornalista Malcom Gladwell no ano 2000, quando “viral” ainda não era uma palavra tão usada quanto hoje em dia.
Tomei conhecimento deste livro ao ler A Cauda Longa. Na contracapa, havia uma declação de Reed Hastings, CEO da Netflix, dizendo que A Cauda Longa deveria ficar na estante entre Freakonomics e O Ponto de Desequilíbrio. Seriam três livros fundamentais para entender a economia na era da informação.
Segui o conselho de Hastings e finalizei a “trilogia” com O Ponto de Desequilíbrio. O livro explica, em 253 páginas, como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença. O autor usa exemplos práticos como a queda do crime em Nova York, o sucesso de séries de TV com Vila Sésamo e o que faz os adolescentes começarem a fumar.
A teoria de Gladweel é que uma epidemia, para se espalhar, precisa de três princípios: os eleitos, a fixação e o contexto. Os eleitos são as pessoas que espalharão o vírus. São pessoas bem relacionadas, comunicadoras e com alta credibilidade.
A questão da fixação diz que as idéias têm que ser lembradas constantemente e nos fazer agir. O último princípio declara que as epidemias são sensíveis às condições e circunstâncias do tempo e do lugar onde ocorrem.
Se não chega a ser um livro genial como Freakonomics ou tão interessante quanto A Cauda Longa, O Ponto de Desequilíbrio traz ótimas informações para quem deseja ter uma base teórica antes de soltar frases como “já sei, vamos fazer um viral!”.

Olá Walmar.
Veja só que “coincidência”, pela manhã li este artigo que escreveu, e agora acabo de ler o seguinte artigo: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/06/23/a-coca-cola-contra-a taca/
que traz a discussão dos “eleitos”, um exemplo legal para compreender a questão através de um exemplo simples. :)
Gosto mto do seu site, da forma como escreve, sou uma recente leitura…
[]’s
Olá!
Não sou um leitor antigo, mas tenho gostado bastante do que leio por aqui (na verdade, pelo rss). hehe
Acreditando na sua indicação, cliquei no link do livro mas estava o do post do Ócio Criativo.
Link certo: http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage &ProdTypeId=1&ProdId=172968&ST=SR
Opa Rodrigo, valeu por reportar o erro! Já corrigi lá.
Agora entendi de onde saiu a “Teoria das Janelas Quebradas”.
Recomendo também a leitura do outro livro do Malcolm, “Blink” que é tão bom (arriscaria até dizer melhor) quanto “O Ponto de Desequilíbrio”.
Abraços,
Rodrigo.
Se quiser outro livro excelente sobre como as pessoas agem, se comunicam e se mobilizam, leia Theory U: Leading from the Future as it Emerges.
Quase ninguém (para não ser radical) aqui no Brasil conhece o autor: Otto Scharmer. Esse cara é simplesmente um gênio.
Entre no site e leia os papers dele… É ottoscharmer.com
To preparando uma palestra para educadores e empreendedores sobre ele, assim como fiz com Francisco Varela (outro desconhecido). Abração!
Poxa vida! vou ver se baixo esse livro!