Ramalhete de Perfídias

Publicado em 8.03.2007 na categoria Contos

Lírio acordou decidido a fazer um agrado para a namorada naquela manhã de primavera. Medíocre que era, dirigiu-se à floricultura mais próxima para enviar para Hortência um buquê e um bilhete de amor.

Observou a vitrine e optou por um arranjo de orquídeas com pétalas violetas. Contou os dinheiros do bolso e adentrou a loja, pensando em transformar seu namoro bocejo em um mar de rosas.

Posso ajudar? A voz que perfumava seus ouvidos era de uma atendente de sorriso aberto e pele alva como um copo de leite. Ela carregava o nome de Margarida pendurado no seio esquerdo e postava-se para ajudar Lírio a comprar o presente de sua namorada.

Acontece que Margarida era infinitamente mais bela que Hortência. Aliás, ela era mais bonita que todas as flores daquele lugar. E assim Hortência ficou sem seu buquê, sem suas orquídeas e sem seu Lírio.

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Walmar Andrade, 25 anos, jornalista com MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, é diretor executivo da Wenetus Interactive e escreve neste blog sobre:

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