A relação de semelhança entre webwriting e arte seqüencial
Publicado em 12.12.2006 na categoria Conteúdo

Arte Seqüencial é um conceito criado pelo artista gráfico Will Eisner na segunda metade do Século XX para definir a narrativa tradicionalmente conhecida através das histórias em quadrinhos.
O conceito vai além da forma de escrever os roteiros das histórias, passa também pela forma como a narrativa é apresentada graficamente. Em outras palavras, o que fica melhor ser mostrado graficamente deve estar nos desenhos e o restante, no texto.
Esse poder de síntese dos textos da arte seqüencial, no meu ponto de vista, possui uma relação muito estreita com o webwriting.
Comunicação semelhante
Assim como nos quadrinhos, também na web é preferível mostrar em forma de gráfico (seja imagem, animação ou vídeo) aquilo que fica melhor apresentado dessa maneira. A mesma coisa com áudio. Acontece que ainda pouca gente explora essa característica multimídia do meio, seja por tempo, custo ou mesmo por comodidade. Afinal, texto é sempre mais fácil e acessível.
Além do uso de recursos auxiliares, outro ponto que observo semelhante entre arte seqüencial e webwriting é a extrema necessidade de ser sintético ao extremo. Histórias em quadrinhos com muito texto a cada balão acabam se tornando chatas de ler, provavelmente por quebrar justamente a seqüência de quadros que forma a história inteira.
O mesmo acontece com a redação para a web. Textos demasiadamente longos ou em blocos pesados vão na contramão da característica do meio, que é ágil e parece forçar o leitor a estar visitando vários sites ou consumindo muita informação diferente no menor espaço de tempo possível. Isso sem contar aspectos físicos, como a dificuldade de ler textos no monitor ou a posição que ficamos em frente ao computador.
Há tempos venho estudando a melhor forma de escrever e apresentar conteúdo na internet e cada vez mais me convenço que menos é mais. Já fiz experimentos com o livro de contos para web mas ainda sinto falta de aplicar textos mais sintéticos tanto aqui no blog quanto em outros projetos dos quais participo.





Bem eu nem trabalho escrevendo e apresentando textos na web, mas segundo Krug, do livro que indicou e comprei “Não me faça pensar” devemos remover metade das palavras , e depois metade das restantes para publicar na web, pode parecer exagero mas ele simplesmente recomenda remover palavras desnecessárias, tem um exemplo prático no livro e também andei fazendo testes reduzindo artigos e realmente funciona.
Outra coisa que li no Ibrau é sobre a legibilidade de textos, fala sobre o layout de apresentação, alinhamento do texto e até o tipo de fonte a ser usado, fatores que fazem a leitura ser mais veloz e amigavel.
O tipo de fonte utilizado é muito importante, eu mesmo desisto de ler textos de sites com fontes ruins ou muito pequenas.
Não concordo com o sintético ao extremo, acho exagero usar a palavra. Por outro lado também não acho que qualquer um lê o que acha interessante apesar do tamanho. A síntese de um texto também dá qualidade a ele, assim como a coesão, a coerência, a quantidade de informação…
Acho que devemos sempre pensar que quem lê na web lê mais rápido do que em qualquer outro veículo (daí conveniência em se usar recursos de multimídia) e precisa conseguir entender o que você está querendo dizer em pouco tempo, não necessariamente em poucas palavras. Apesar de a relação ser clara existem outros fatores tão importantes quanto.
otimo voce ter falado sobre textos sinteticos. na internet de hoje quase todo mundo é preguiçoso, e para se fazer um texto bom é necessario palavras simples e rapidas.
vou add seu blog aqui.