MUF #14: As demandas do público-alvo

Publicado em 6.08.2006 na categoria Gerenciamento

Se definir o público-alvo de um projeto web é difícil, saber o que quer e como se comporta esse usuário é mais complicado ainda. As demandas do público-alvo são o segundo e mais complicado dos cinco elementos-chave que temos que diagnosticar para servir como guia para o planejamento e execução do site do Café Colombo.

A primeira pergunta que deve ser feita é: qual será o objetivo do usuário ele acessar o site? As respostas devem ser dadas pelo cliente e pelo desenvolvedor em uma espécie de brainstorm coletivo. Depois, separa-se o joio do trigo para tentar identificar quais são realmente as necessidades do público-alvo.

No caso do Café Colombo, chegamos a conclusão que essas seriam as principais demandas:

  • Escutar ao vivo o programa (o rádio pode não estar pegando, o ouvinte pode estar fora de Pernambuco, a transmissão no rádio pode estar ruim etc.)
  • Poder escutar o programa na hora em que quiser (liberar o usuário da necessidade de ter que ouvir no domingo às 14h)
  • Saber qual será o tema do próximo programa (ajudar o usuário a decidir se vai ou não ouvir o programa ao vivo no rádio ou na web)
  • Fazer comentários sobre o programa com a equipe e com outros ouvintes (interatividade)
  • Ouvir novamente trechos do programa (o usuário pode não ter entendido algum trecho ou querer escutar mais uma vez algo que não entendeu)
  • Saber onde comprar (ou comprar on-line) os livros, CDs e filmes indicados
  • Enviar sugestões, comentários e textos para a equipe do programa
  • Ler parte do conteúdo do programa (pode não ter entendido algo que foi falado)

Uma regra básica para projetos web é que quanto mais objetivos do usuário o site conseguir cumprir, maior será a adesão ao projeto. Por exemplo, o Gmail faz praticamente tudo que os usuários querem, então a adesão e fidelização ao webmail do Google é enorme.

Se você sabe quem é o seu usuário e identifica quais são suas necessidades, está com a faca e o queijo na mão para desenvolver a famosa filosofia UCD.

Contrariando o cliente em benefício do usuário

Uma dificuldade que costuma aparecer nesses casos - não apareceu com o Café Colombo - é quando o cliente quer enfiar no projeto coisas que são interessantes para ele, mas que não têm importância para o usuário. Coisas como colocar a foto do presidente da empresa com a biografia dele no destaque da home.

É difícil dizer não ao cliente, mas o segredo é mostrar a relação entre o desenvolvimento centrado no usuário e os índices de sucesso e retorno de investimento obtido em outros cases (mesmo que não sejam seus) de desenvolvimento centrado no usuário.

Comentários

#1

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    rafael apocalypse

    Opa! Boa… aliás excelente post e a serie idem…

    Realmente o processo de planejamento de um site/peça de comunicação é só mais um dos mtos momentos de negociação entre designer e cliente, se engana quem acredita que negociação está apenas na hora do pagamento/contrato…

    Mas surgiu a curiosidade, conhece algum case de UCD brasileiro?? recomenda algum americano?? algum que trate apenas ou com ênfaseno UCD??

    inté!

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Sobre

Walmar Andrade, 26 anos, jornalista com MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, é diretor executivo da Wenetus Interactive e escreve neste blog sobre:

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