Phantom labels e os puxadinhos da internet

Publicado em 18.07.2006 na categoria AI

Você já deve ter visto a cena. Um projeto web é planejado, desenvolvido, lançado e obtém um relativo sucesso. Conseqüentemente, ele tende a crescer. E começa a incorporar seções, funcionalidades, boxes, banners e outros apetrechos que não estavam no projeto inicial e que acabam transformado tudo em um grande puxadinho.

Agora a pergunta: você percebeu onde está o erro neste primeiro parágrafo? Se engana quem pensa que está na incorporação de seções, funcionalidades, boxes, banners e outros apetrechos. Dizer isso seria afirmar que é errado crescer. O erro, na verdade, está em não estavam no projeto inicial.

Diferente do que muitos pensam (e fazem), planejar um projeto web não deve ser somente arquitetar o que irá ao ar inicialmente. É preciso tentar antecipar o que pode acontecer no futuro e estar preparado para o crescimento.

A arquitetura de informação possui um termo para isso: phatom labels. O nome pode parecer esquisito, todavia nada mais é do que definir setores que ainda não existem no projeto, mas que podem vir a existir posteriormente.

Prever phantom labels evita que o projeto, após o crescimento, fique com aquela cara de puxadinho. Sabe a diferença entre cidades planejadas como Brasília e Belo Horizonte em relação às demais grandes cidades?

Antever o crescimento pode ajudar desde a escolha de soluções de design (um menu vertical é melhor para um crescimento do que um menu horizontal) até o planejamento da infra-estrutura técnica, como capacidade dos servidores.

É possível prever o futuro?

Não tente se tornar a Mãe Diná da web. Uma boa arquitetura de informação deve prever setores que ainda não existem no projeto, mas não tem como adivinhar o futuro.

Já ouvi gente dizendo que possuía um planejamento de um projeto web para anos e anos. Com a velocidade que as coisas mudam nesse meio, acho um pouco arriscado fazer planejamentos a longo prazo.

No mais, nunca devemos esquecer que os usuários é que mandam na web. O uso por parte deles de uma funcionalidade mais do que a outra é que pode definir os rumos de um projeto e isso é difícil de prever. É preciso bom senso para saber o limite do que pode e o que não pode ser planejado.

Crescer não é errado. O erro está em não se preparar para o crescimento.

Comentários

#6

  1. Imagem do autor do comentário
    Acidio

    Esse é o verdadeiro planejamento… =D

  2. Imagem do autor do comentário
    Gustavo Gawry

    O problema é sempre o maldito do “time-to-market” que faz com que na maioria das vezes esses “projetos” fiquem pela metade, mas é isso mesmo…
    muitas vezes a gente faz um projeto e coloca no ar apenas uma parte que depois vai crescendo… como fizemos com o overmundo, projetamos o site todo mas sabendo que ele não ia entrar por completo no ar inicialmente… mas gradualmente o site foi crescendo e as coisas foram entrando no ar… agora daqui pra frente que eu não sei…

    Não é facil projetar o crescimento de um site, mas é verdade que esse é o ideal…

    :-P

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    Joares

    A questão de planejamento é fundamental…

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    Tatiane Viana (tatix)

    Walmar, muito bom teu post.

    Tu tocou em um assunto que muitas vezes é negligenciado pelas equipes e até pelo cliente.

    Estou trabalhando em uma intranet agora. Sei que o site pode crescer muito. Estou fazendo o possível para deixar áreas livres e o sites escalonável. Contudo, isso não garante que essa evolução será feita da melhor forma. O correto seria saber o quanto pode crescer e já prever a organização, posicionamento e funcionamento desses novos “componentes”. Mas isso depende de cronogramas, investimento e visão.

    De qualquer forma achei muito interessante. Foi para o del.icio.us.

    =)

  5. Imagem do autor do comentário
    Sabine

    Este post é tão antigo e ainda hoje serve de referência.
    Muito obrigada por compartilhar, Walmar.
    ;)

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Sobre

Walmar Andrade, 26 anos, jornalista com MBA em Planejamento, Gestão e Marketing Digital, é diretor executivo da Wenetus Interactive e escreve neste blog sobre:

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