Acessibilidade também está nos termos usados
Publicado em 22.02.2006 na categoria Acessibilidade
Quando tentamos fazer um website acessível a portadores de deficiência, temos que ter preocupações que vão além de deixar a informação compatível com leitores de tela e de evitar o uso de eventos que dependam exclusivamente de dispositivos de entradas. Temos que tomar cuidado com os termos que vamos usar.
Digamos que você fez o site totalmente compatível, aprovado no DaSilva, no Cynthia e até no rigoroso Bobby. Daí um deficiente visual começa a navegar no seu site acessível com um leitor de tela, tipo o DOSVOX, e, depois de escutar uma primeira chamada, ouve um infame “Veja mais” como link.
Para um cego, “ver mais” é complicado. Até o “Leia mais” pode não ser muito adequado. Um “Saiba mais” já não traria nenhum problema. O caso é semelhante ao que relatei em relação ao uso do termo “Clique aqui”: se você não está usando um mouse ou trackball, não vai “clicar” em nada. Um teclado não clica, uma caneta de PDA também não.
A princípio pode parecer besteira, mas não é. Digamos que você está escrevendo uma matéria e refere-se a uma figura como “o gráfico ao lado”. Ora, para quem está usando leitor de tela não existe gráfico ao lado, a coisa é toda de cima para baixo. O mesmo acontece se você dizer algo do tipo “saiba mais no quadro azul”.
É por isso que, além de seguir todas as diretrizes de acessibilidade recomendadas pelo W3C, temos que nos preocupar também muito com as palavras que vamos usar nos projetos web. Em teoria isso seria função do webwriter, mas sabemos que nem sempre essa figura existe em todos os projetos. Desta forma, cabe ao desenvolvedor ficar atento para os detalhes.








Observação válida e bem básica, mas que passa despercebida as vezes. Muito bom teus textos recentes, e parabéns pelo ritmo de escrita. Abraço!