Publicado em 24.12.2008 na categoria Conteúdo, Internet
Hoje é Natal e muita gente vai tirar fotos com a família e com os amigos. Ou melhor, vai tirar muitas fotos. Centenas, até, dependendo da capacidade de seus cartões de memória. E provavelmente vai mostrar todas para os amigos e parentes, ou até para o mundo todo através do Flickr, Orkut ou outro publicador.
Essa facilidade trazida pela tecnologia para tirar e publicar fotos acabou, no meu ponto de vista, tirando um pouco da graça das fotografias. Quando os recursos era limitados - 36 fotos quando muito - cada uma delas era preparada, cuidada, tirada para um momento especial.
Hoje em dia, tira-se foto de tudo. Até de gente fazendo pose em frente ao espelho do banheiro. Leia o texto completo
Publicado em 15.12.2008 na categoria Cultura

Entre meus 10 e 17 anos (ou algo em torno disso), fui um fanático colecionador de histórias em quadrinhos. Tudo começou quando comprei meio que por acaso um exemplar de X-Men #64, que trazia a segunda parte da trilogia Programa de Extermínio.
Daí em diante, acabei conhecendo quase todo o Universo Marvel, boa parte do DC e vi o surgimento da Image Comics com Spawn e Savage Dragon. Homem-Aranha, Demolidor, Quarteto Fantástico, Vingadores, Super-homem, Batman, Druuna, nada me escapava.
Depois acabei parando de colecionar, mas é interessante notar como esse antigo hábito ajudou na minha formação cultural. Mesmo que na época o pessoal com quem eu andava no colégio não aprovasse muito esse hábito, eu sabia que a leitura de HQs ia bem além de soc, pow e pof.
Muitas idéias de ficção científica presentes nos quadrinhos ajudaram-me a pensar de forma diferente, expandindo as possibilidades para além do lógico, racional e cartesiano. Claro que havia muita besteira, como também existe muita música, filme, jogo e livro de baixa qualidade.
Atualmente tenho certeza que os quadrinhos ajudam bastante na formação cultural, seja pela possibilidade de expansão das idéias, seja para simplesmente formar o hábito de leitura em um jovem. Quando tiver um filho, acho que vou usar essa desculpa para assinar alguns quadrinhos :)
Publicado em 6.12.2008 na categoria Novidades
Fui convidado pela Faculdade Integrada do Recife a ministrar as disciplinas de Usabilidade e Arquitetura de Informação no segundo semestre do curso de Sistemas para Internet, que será lançado em 2009. Fui sabatinado por representantes do MEC há algumas semanas, junto com os demais professores, e começarei a lecionar em meados de 2009.
Durante a sabatina, o representante do MEC chamou-me de professor. Eu, que nunca dei uma aula na vida, que aprendi 90% do que uso no dia-a-dia pela internet e pelos livros. E de repente tive que perguntar a mim mesmo: como dar aula a quem já tem acesso a toda informação que precisa?
Que ínfima porcentagem pode ser comparada dos conhecimentos que tenho na mente com os zilhões de conhecimentos que qualquer aluno pode adquirir no Google simplesmente digitando a palavra “usabilidade”? Qual a real função do sistema educacional na era da informaticidade? Leia o texto completo
Publicado em 6.12.2008 na categoria Produtividade

Don’t tell me what I can’t do. Quem assiste ao seriado Lost já cansou de ouvir John Locke repetir esse bordão que é, ao mesmo tempo, uma frase de auto-motivação e uma ameaça para o interlocutor.
Embora dita em situações extremas, essa sentença é bastante útil quando achamos que fazer alguma coisa é impossível. Decidi experimentar por mim mesmo esses limites que nos impomos gerando, no comecinho de 2008, uma lista de metas relativamente audaciosas para o ano.
Isso porque falei muito no final de 2007 aqui no blog sobre traçar metas e objetivos, mas sentia que não estava aplicando isso de fato no meu dia-a-dia. Listei então 15 coisas que estavam me incomodando, que eu queria atingir, e passei a focar nessa lista desde o primeiro dia do ano. Leia o texto completo
Publicado em 30.11.2008 na categoria Crônicas
Era um feriado qualquer e eu estava assaltado de uma vontade imensa de viajar para a praia. Não para qualquer praia, mas para uma específica chamada Tamandaré, a umas duas horas do Recife. O motivo não era o belo mar, nem o sol, nem a aventura. Era sim a principal preocupação de um garoto de 16 anos. Mulher.
Não qualquer mulher, mas uma específica chamada Elizabeth. Noves fora o nome de rainha, era uma garota do interior de Pernambuco com quem eu me encontrava em feriados e férias que passava nessa praia na casa de um amigo.
O problema é que esse meu amigo não viajaria em tal feriado. Sendo assim, não havia onde ficar. Também não havia como ir. Nem com quem ir. Nem dinheiro para gastar. Muito menos autorização dos pais. Detalhes que deixavam a coisa toda muito mais interessante.
O primeiro passo foi convencer alguém a embarcar comigo. Acabei arregimentando dois companheiros de colégio. Um deles grande amigo até hoje, o outro acabou suicidando-se alguns anos depois. Mas nada relacionado a essa viagem. Leia o texto completo